Autor: Lemony Snicket
Título Original: The Miserable Mill
Tradução: Carlos Sussekind
Série: A Series of Unfortunate Events
Editora: Seguinte
Páginas: 176
Sinopse: Na opinião de Lemony Snicket, ´de todos os volumes que contam a vida infeliz dos órfãos Baudelaire, Serraria baixo-astral talvez seja o mais triste até agora´. Alto-Astral é o nome da serraria que serve de cenário para as novas calamidades que Klaus, Violet e Sunny serão obrigados a viver. Eis a chamada ´ironia do destino´, pois ali, no meio daquelas árvores derrubadas, daquelas enormes toras de madeira, o que as três crianças vão encontrar é mais uma coleção de coisas horripilantes, tais como uma gigantesca pinça mecânica, bifes do tipo sola de sapato, uma hipnotizadora, um dramático acidente que causará ferimentos e um homem com uma nuvem de fumaça no lugar da cabeça. A vida dos Baudelaire é mesmo muito diferente da vida da maioria das pessoas, ´a diferença principal estando no grau de infelicidade, horror e desespero´... Diante desse quadro, algum leitor desavisado pode desconfiar: ´Como é que alguém vai se divertir com um livro desses, se as personagens não param de sofrer?!´. A pergunta faz sentido, mas é justamente aí que descobrimos um dos melhores segredos de Lemony Snicket, pseudônimo do americano Daniel Handler. Ele leva o exagero às raias do absurdo, faz o realismo perder feio para o mais deslavado faz-de-conta e o resultado não poderia ser outro: uma brincadeira literária incessantemente bem-humorada.
Dando continuidade à série, chegamos ao primeiro volume que não faz parte da adaptação cinematográfica! Talvez agora tenham algumas surpresinhas a mais.
A desventura da vez se passa com o mesmo modelo dos volumes anteriores: os Bauldelaire acabaram de sair do lar de sua tia Josephine, no Lago das Sanguessugas, e já estão a caminho de seu novo lar. Sr. Poe, distraído como sempre, não consegue nem perceber o desânimo dos irmãos.
Sua próxima parada é Paltryvile, onde morarão na Serraria Baixo-Astral e eu só queria dizer o queão tosca foi essa tradução, cujo dono — de nome desconhecido, chamado apenas de “Senhor” — é seu novo tutor. Agora moram com todos os empregados da serraria, comendo um chiclete como almoço e dormindo mais cansados do que nunca em suas vidas.
Sem muitas esperanças, os órfãos descobrem que estavam corretos em seu desânimo: são forçados a trabalhar na serraria, com a promessa de que Olaf será mantido longe dali. Os irmãos sabem, por experiência própria, que essa promessa nunca dura muito, e Olaf está mais perto do que eles poderiam imaginar.