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Retrospectiva Literária 2016




Olá, leitoras e leitores do LOHS! Uau, último dia do ano, hein? E que ano! Muitas conquistas, algumas reviravoltas, várias mudanças e, claro, muitas leituras! Das melhores às piores, trazemos para vocês nossa retrospectiva do ano de 2016! Esperamos que gostem, que tenham se divertido conosco e que possam nos acompanhar em 2017!

Jane Eyre

Autora: Charlotte Brontë
Título Original: Jane Eyre
Tradução: Heloisa Seixas
Editora: BestBolso
Páginas: 528
Onde encontrar: AmazonBr AmericanasCultura | Saraiva | Submarino

Sinopse: Jane Eyre é uma menina órfã que vive com sua tia, a sra. Reed, e seus primos, que sempre a maltratam. Até que, cansada do convívio forçado com a sobrinha de seu falecido esposo, a mulher envia Jane a um colégio para moças, onde ela cresce e se torna professora. Com o tempo, cresce nela a vontade de expandir seus horizontes. Ela põe um anúncio no jornal em busca de trabalho como governanta. O anúncio é respondido pela senhora Fairfax, e Jane parte do colégio para trabalhar em Thornfield Hall. Lá, ela conhece seu patrão, o sr. Rochester, um homem brusco e sombrio, por quem se apaixona. Mas um grande segredo do passado se interpõe entre eles.

Já havia falado de Jane Eyre uma vez, há muito tempo, e bem brevemente. Mesmo assim, já ficou claro meu amor por esse livro no pouco espaço que tive para falar dele.

No cenário dos romances de época, quase sempre somos cercados pelas séries atuais, que retomam o século XIX, ou por clássicos de Jane Austen e da infalível Emily Brontë, de fato publicados na primeira metade dos 1800. Sobra pouco tempo para se falar do que foi o sucesso imediato de Jane Eyre, e é por ele que estou aqui.

Publicado pela primeira vez em 1847, a história segue a trajetória da vida de Jane Eyre, a heroína do romance. Sendo um texto denso e extenso, vou tentar resumir a obra à minha maneira. Sempre que penso no livro como um todo, separo-o, na minha cabeça, em três fases: a infância de Jane na casa de seus tios, o período em que estuda em Lowood até a juventude, e a vida adulta até o desfecho, todas elas muito caracterizadas — e subdivididas - pelo espaço físico em que as cenas se configuram. 

A maneira mais fácil de descrever o início seria compará-lo com Cinderella: órfã, vive na casa de parentes que não a cuidam bem, principalmente seus primos mais velhos (o equivalente às irmãs malvadas no conto de fadas), sofrendo constantes maus-tratos.

Fiz o que ele mandava, sem entender, no início, o que John pretendia. Mas quando o vi suspender o livro, preparando-se para atirá-lo longe, instintivamente dei um pulo para o lado, soltando um grito de susto. Mas já era tarde. O volume foi arremessado, bateu em mim e eu caí, dando com a cabeça na porta e sofrendo um corte. O corte sangrou, a dor era aguda. Meu terror foi além do limite, e outros sentimentos se sucederam.
P. 19

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