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Lúcida

Autores: Ron Bass & Adrienne Stoltz
Título original: Lucid
Tradução: Glenda D'Oliveira
Editora: Galera
Páginas: 364
Onde encontrar: AmazonBr | Americanas | Cultura | Saraiva | Submarino

| Livro cedido em parceria com o Grupo Editorial Record |
Sinopse: Um thriller psicológico eletrizante, do roteirista de Rain Man e O casamento do meu melhor amigo. Sloane é uma aluna nota 10, com uma grande e amorosa família. Maggie vive uma existência glamorosa e independente, como aspirante a atriz em Nova York. As duas não poderiam ser mais diferentes. A não ser por um pequeno detalhe, algo que não têm coragem de revelar a ninguém. À noite, cada uma sonha que é a outra. Os sonhos são tão vívidos que as garotas sentem e experimentam o que a outra está passando naquele momento. Seriam as duas reais? Uma delas estaria mentalmente instável e imaginando a outra? Seriam ambas a mesma pessoa? Qual delas é real?

A resenha de hoje vai ser um pouco diferente do que o que eu estou habituada. Não que eu nunca tenha feito isso, acredito que já (ou pelo menos que tenha sido similar no caso de O Papel de Parede Amarelo), mas eu li esse livro com a intenção de entender a sinopse e vim resenha-lo com a intenção de entende-lo. Vou dar a minha opinião, mas quero trazer algumas questões também, então espero que gostem!

A história de Lúcida trata da vida de duas garotas, completamente diferentes, e que não se conhecem. Maggie, uma aspirante a atriz, mora em Nova Iorque e vive a vida em busca dos papeis que podem lhe dar o espaço que quer, sem se preocupar com escola, por exemplo. Vive com a mãe, uma poderosa editora de uma revista de moda, porém pouco presente e distante, e com a irmã mais nova. Sloane é uma aluna exemplar, com uma personalidade forte regada a ironia e sarcasmo, que acabou de perder o melhor amigo em um acidente e agora precisa encarar as normalidades de ser uma adolescente vivendo com os pais e os dois irmãos.

Tudo isso ainda é normal, a não ser pelo fato de que, ao dormirem, uma sonha que é a outra.

Como sempre, Sloane passeia pelos meus pensamentos enquanto vou apagando. Fecho os olhos. (Maggie, p. 21)

Mesmo tendo dormido, não descansei. Sonhei, como sonho todas as noites, com o dia inteiro de Maggie em Manhattan. (Sloane, p. 23)

A Guardiã de Histórias #01

Autora: Victoria Schwab
Título original: The Archived
Tradução: Daniel Estill
Série: A Guardiã de Histórias
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 322
Onde encontrar: AmazonBr | Americanas | Cultura | Saraiva | Submarino | Travessa

| Livro cedido em parceria com o Grupo Editorial Record |

Sinopse: Imagine um lugar onde, como livros, os mortos repousam em prateleiras...
Cada corpo tem uma história para contar, uma vida disposta em imagens que apenas os Bibliotecários podem ler. Aqui, os mortos são chamados de Histórias, e o vasto domínio em que eles descansam é o Arquivo. Mackenzie Bishop é uma implacável Guardiã, cuja tarefa é impedir Histórias – geralmente violentas – de acordar e fugir do Arquivo. Naqueles domínios, os mortos jamais devem ser perturbados, mas alguém parece estar, deliberadamente, alterando Histórias e apagando seus trechos essenciais. A menos que Mac consiga juntar as peças restantes, o próprio Arquivo sofrerá as consequências.
 

O livro que trago hoje tem uma temática diferenciada que me chamou a atenção só por conta da sinopse! Já imaginou como seria uma biblioteca que, em vez de guardar livros, guarda os mortos?! Pois é! Eu fiquei muito curiosa de como seria a história e estava doida para ler.

Publicado sob o selo Bertrand Brasil, A Guardiã de Histórias é um Young Adult com uma pegada sobrenatural escrito por Victoria Schwab - conhecida por algumas obras YA e outras mais adultas que sempre carregam uma temática fantástica ou alguns toques sobrenaturais. 

Para explicar o enredo, tentarei resumir de forma clara o universo criado pela autora. O conceito é bem simples: quando nós morremos, viramos Histórias. O nosso corpo pode ser enterrado ou cremado ou mumificado, mas uma cópia perfeita de nós com todo o nosso conhecimento de vida vai parar no Arquivo - que funciona como uma biblioteca guardando todas as Histórias, ou seja, todos os mortos. As Histórias são catalogadas e mantidas em segurança pelos Bibliotecários, sendo que apenas os Bibliotecários conseguem “ler” as Histórias e extrair conhecimento das mesmas. 

Só que às vezes algumas Histórias acabam acordando de seu sono eterno e cabe aos Guardiões devolvê-las o mais rápido possível. Essa obrigação de correr contra o tempo se deve ao fato de que as Histórias entram em pânico ou algo parecido conforme continuam acordadas e se tornam irracionais, sendo capazes de matar os vivos ou até os próprios Guardiões.

Os Bons Segredos

Autora: Sarah Dessen
Título original: Saint Anything
Tradução: Cristian Clemente
Editora: Seguinte
Páginas: 408
Onde Encontrar: AmazonBr | Cultura | Saraiva | Submarino | Travessa


Livro cedido pelo Grupo Companhia das Letras, do qual a Editora Seguinte faz parte.

Sinopse: Sydney sempre se sentiu invisível, já que Peyton, seu irmão mais velho, era o foco da atenção da família. Até que ele causa um acidente por dirigir bêbado, deixando um garoto paralítico, e vai para a prisão. Sydney parece ser a única a responsabilizá-lo, ao contrário de seus pais, que enxergam o filho como vítima.
Para fugir do clima insuportável em casa, certa tarde Sydney entra numa pizzaria ao acaso. Lá conhece Layla, filha do dono do restaurante, e a amizade entre as duas é instantânea. Logo Sydney se vê contando à garota segredos que ninguém mais sabe, e encontra entre a família dela um espaço onde todos a enxergam e a aceitam como é.
Os bons segredos é o romance mais profundo de Sarah Dessen, uma das maiores referências do gênero jovem adulto nos Estados Unidos. Com uma série de personagens inesquecíveis e descrições gastronômicas de dar água na boca, ela conta a história de uma jovem que tenta encontrar seu lugar no mundo e acaba descobrindo a amizade, o amor e uma nova família no caminho.

Outro dia eu estava discutindo com a Camila (aqui do #blogLOHS) sobre meus traumas com livros que tenham aliens – porque até hoje nunca li um que gostei de fato – e ela disse para mim a seguinte frase: “a questão não é se tem aliens e sim se o livro é bom e ponto final”. Fiquei refletindo isso por algum tempo e confesso que ela tem razão, sabe? Minha mãe gosta de ler romances históricos e contos de Natal, mas ainda assim – até hoje – ela é apaixonada por O Senhor dos Anéis (foco no Aragorn) e isso se deve ao fato da história ser muito boa.

Por que estou dizendo isso? Porque, para quem não me conhece pessoalmente ainda, estou passando por algumas questões problemáticas envolvendo o trabalho, minha família, a crise, uma casa velhíssima e animais doentes. Por conta dessa fase difícil, estava procurando apenas histórias leves e engraçadas como válvula de escape. O que eu não sabia ainda é que precisava de um livro bom, com uma dose certa de drama e um enredo que traz uma garota que deve seguir em frente – após muita solidão e tristeza – para achar um futuro iluminado. Eu precisava mesmo é de Os Bons Segredos.

Devo confessar, porém, que o livro chegou às minhas mãos apenas por conta do poder divino que me auxiliou a vencer uma feroz batalha de par ou ímpar contra a Iza (aqui do #blogLOHS) – para quem tem dúvidas, escolhi ímpar. Deve ser o destino! ;)

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