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#II Mês da Fantasia: O Sobrinho do Mago – As Crônicas de Nárinia #01

Autor: C. S. Lewis 
Título original: The Magician’s Nephew 
Ilustrações: Pauline Baynes 
Tradução: Paulo Mendes Campos  
Editora: Martinsfontes 
Páginas: 184 
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Sinopse: A aventura começa quando Digory e Polly vão parar no gabinete secreto do excêntrico tio André. Ludibriada por ele, Polly toca o anel mágico e desaparece. Digory, aterrorizado, decide partir imediatamente em busca da amiga no Outro Mundo. Lá ele encontra Polly e, juntos, ouvem Aslam cantar sua canção ao criar o mundo encantado de Nárnia, repleto de sol, árvores, flores, relva e animais.
Se estamos no Mês da Fantasia, é bom que coloquemos na brincadeira uma das obras mais clássicas da fantasia. Você pode não ter lido ainda, ou já leu há muito e não se lembra dos detalhes, mas com certeza já ouviu falar nas Crônicas de Nárnia. 

Escritos por C. S. Lewis, professor, escritor, poeta e apologista cristão irlandês, os sete volumes compõem uma das obras mais bem sucedidas da literatura, sendo consideradas cânone da literatura infantil. Os livros foram escritos entre 1949 e 1954, com uma ordem um pouco diferente da conhecida e seguida pelos leitores de hoje. 

Digo isso porque começo a falar da saga pelo meu livro preferido, "O Sobrinho do Mago", que seria o primeiro – na ordem cronológica da construção ficcional -, mas foi o penúltimo volume lançado pelo autor. É aqui que Nárnia é, literalmente, criada. 

Polly e Digory são vizinhos, crianças mais ou menos da mesma idade. Vieram a se conhecer quando Digory, chorando por conta de seus problemas (tio louco, mãe doente, pai no exército, saudades do campo) é interpelado por Polly, que nunca o tinha visto antes. Conversando logo no dia em que se conhecem, e formando uma amizade rápida como apenas crianças são capazes, descobrem que as casas em que moram são conectadas por uma espécie de sótão em forma de corredor – e que ideia melhor do que explorar os andares até a casa vazia da rua? 

Ao descobrirem que, na verdade, a casa não estava vazia, as crianças se veem em apuros: tio André, o tal "tio louco" utilizava o sótão como laboratório para experimentos e, com um anel, fez Polly desaparecer. Digory, indo ao resgate, acaba por cair nas manhas do tio e é teletransportado para o mesmo lugar que Polly: um bosque entre diferentes mundos mágicos.

— Pois muito bem: eu vou. Mas tem uma coisa que faço questão de dizer antes de ir: até hoje não acreditava em magia. Agora sei que existe. Sendo assim, acho que os velhos contos de fada são todos mais ou menos verdadeiros. E o senhor não passa de um bruxo cruel como os que existem nos contos. Escute então: nunca soube de um bruxo que não acabass pagando por sua maldade no final da história. É só.
P. 13

#Mês da Fantasia: Especial - O Hobbit


Se alguém me oferecesse uma única oportunidade de viajar no tempo para qualquer período existente no planeta Terra, eu gostaria de voltar alguns anos e ter a chance de conhecer J. R. R. Tolkien pessoalmente. Ele foi um gênio, um divisor de águas no gênero da fantasia e ainda conseguiu ser um marido e pai amoroso. É aquele exemplo de ser humano que todos nós devíamos ter ou pelo menos encontrar uma vez na vida.  

Em um mês dedicado à fantasia, nós – ou pelo menos eu (Carol) e a Camila – não poderíamos deixar de escrever um pouco mais sobre ele e sua arte. Para isso, escolhemos uma de suas obras mais conhecidas mundialmente: O Hobbit.

C. S. Lewis, autor de As Crônicas de Nárnia, escreveu para o The Times uma resenha sobre a primeira edição de O Hobbit, publicada em 1937, dizendo:

Todos que gostam daquele tipo de livro infantil que pode ser lido e relido por adultos deveriam prestar atenção em uma nova estrela que surgiu nessa constelação. Para os olhos treinados alguns personagens vão parecer quase mitopoéticos [...] Tolkien parece não ter inventado nada. Ele tem estudado a mitologia sobre trolls e dragões e os descreve com aquela fidelidade que vale por oceanos de “originalidade” loquaz.
Trecho retirado de J. R. R. Tolkien – O Senhor da Fantasia, de Michael White

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