Autor: Patrick Ness (baseado na ideia original de Siobhan Dowd)
Título original: A monster calls
Tradução: Paulo Polzonoff Junior
Editora: Novo Conceito
Páginas: 160
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Sinopse: Conor é um garoto de 13 anos e está com muitos problemas na vida. A mãe dele está muito doente, passando por tratamentos rigorosos. Os colegas da escola agem como se ele fosse invisível, exceto por Harry e seus amigos que o provocam diariamente. A avó de Conor, que não é como as outras avós, está chegando para uma longa estadia. E, além do pesadelo terrível que o faz acordar em desespero todas as noites, às 00h07 ele recebe a visita de um monstro que conta histórias sem sentido. O monstro vive na Terra há muito tempo, é grandioso e selvagem, mas Conor não teme a aparência dele. Na verdade, ele teme o que o monstro quer, uma coisa muito frágil e perigosa. O monstro quer a Verdade. Baseado na ideia de Siobhan Dowd, Sete minutos depois da meia-noite é um livro em que fantasia e realidade se misturam. Ele nos fala dos sentimentos de perda, medo e solidão e também da coragem e da compaixão necessárias para ultrapassá-los.
Para as leitoras e leitores interessados em uma ideia
original no mundo da fantasia, eu trago boas notícias. Para aqueles que leram a
sinopse por estarem à procura de um livro de terror, no entanto, a notícia pode
decepcionar. Mais uma vez, o conceito editorial de “terror” destoa do consenso
geral, mas gera uma boa indicação.
Conor tem treze anos e faz o papel, em sua vida, de aluno,
pai, mãe e próprio melhor amigo. Com uma idade dessas, esperar-se-ia que suas
maiores preocupações fossem notas, amigos e os momentos de lazer em casa, mas a
vida é dura com alguns de nós desde cedo. Sua mãe está muito doente, seu pai os
deixou há seis anos, sua avó é ríspida e pouco carinhosa e seus colegas de
turma praticam bullying diariamente. Além de todas essas dificuldades, Conor
tem um segredo: toda noite, tem um pesadelo terrível que o faz acordar
exatamente às 00h07.
Esperando sua vida melhorar, o que acontece é fantástico e,
ao mesmo tempo, inexplicavelmente bem aceito por Conor: após acordar, o teixo
de seu jardim ganha vida na forma de um monstro. O inesperado é justamente como
Conor reage:
— Pode gritar quanto quiser — disse Conor, dando de ombros e
sem aumentar a voz. — Já vi piores.
[..]
— Você realmente não
tem medo, não é?
— Não — respondeu Conor. — Não de você.
O monstro estreitou os olhos.
— Vai ter — disse.
— Antes do fim.
E a última coisa de que Conor se lembrava era da boca do
monstro se abrindo para comê-lo vivo.
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