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Os Sábados da Bienal Internacional do Livro, 23 e 30 de agosto de 2014!


Olá leitores do LOHS, mais uma uma sessão de autografo aconteceu em São Paulo no último sábado (23/08) e, como sempre, nós estávamos lá. 


O encontro com a escritora Cassandra Clare começou às 5h da manhã do lado de fora do pavilhão da Bienal. Já tinha gente na fila (é claro), mas até então estava tudo "ok". 

As horas passaram mais pessoas foram chegando, e com isso houve a confusão. Alguém apareceu na porta da Bienal e deu uma informação errada a respeito de onde estava sendo a verdadeira fila para a Cassandra, depois disso a bagunça estava feita! O pior de tudo é que antes não tinha ninguém para nos auxiliar lá fora e durante a bagunça apareceram alguns seguranças (mal educados por sinal) e alguns bombeiros, porque tinha muita gente passando mal.

Bienal Internacional do Livro - São Paulo - 22/08/2014


Olá queridos leitores! Estou aqui para falar como foi nosso primeiro dia na Bienal! 


Como era sexta, tive aula no cursinho, por isso estava com medo de não conseguir encontrar minhas amigas no lugar em que havíamos combinado. Saí um pouco mais cedo, fui para casa correndo, me arrumei correndo, comi correndo... enfim. Chaguei mais cedo que elas no metrô e não estava afim de esperá-las. Então me aventurei sozinha na estação Tietê a procura dos ônibus que levam à Bienal.

Perguntei para os policiais, subi e desci a mesma escada rolante, perguntei ao jornaleiro, e -finalmente- consegui sair do lado certo da rua para achar os ônibus sem tarifa que circulavam por lá. Mas, acabei entrando - devido a minha pressa - num micro-ônibus clandestino. Sério, pensei que eles não nos levariam para Bienal. Todos os tipos de absurdos começaram a passar pela minha cabeça: tráfico de órgãos, sequestro relâmpago em massa... enfim, não surtei tanto porque sabia que não estava sozinha. (E que correria mais do que todos ali juntos). Assim que o... transporte estacionou, fui a primeira a sair e fui me informar com os guardas da CET.

Bom os ônibus que saem do Tietê e vão para a Bienal se encontram numa rua à direita do metrô, não à esquerda, onde eu virei. Por favor, tomem cuidado! hahaha

Casa Guilherme de Almeida

Casa Guilherme de Almeida



No dia 04 de abril, o Colégio Espírito Santo proporcionou aos alunos das 3ªs séries do Ensino Médio uma visita à Casa Guilherme de Almeida. A casa desse poeta foi transformada em um museu e está localizada no bairro Sumaré. A ideia de abrir um espaço para cultura, acredita-se, surgiu do próprio Guilherme, porém foi posta em ação pela sua mulher, Baby de Almeida, que organizou todas as papeladas com o governo e abriu mão de todo e qualquer bem material que possuía. O museu foi aberto ao público em 1979.


Guilherme de Almeida




Para quem não sabe, Guilherme de Almeida foi um grande defensor do modernismo no Brasil, trabalhou em prol da causa em jornais (Estado de São Paulo) e revistas (Klaxon). Lutou na Revolução de 1932 e por isso ficou exilado em Portugal, posteriormente, retornou ao Brasil. Foi dono de diversas obras de pintores modernistas nacionais e estrangeiros, como Tarsila do Amaral e Sanson Flexor. Recebeu o título de Príncipe dos Poetas, a maior honraria que um poeta pode receber. Viveu até seus 78 anos e morreu dentro de casa... a mesma casa que a gente foi visitar... É...





Escritório ou como eu gosto de chamar, cantinho da leitura


É uma casa muito simpática do lado de fora e por dentro um lugar aconchegante e pequeno, apesar de seus três andares. Sofreu modificações e adaptações ao longo dos anos, porém conserva a maioria dos móveis, quadros, livros, objetos e até mesmo as louças. Obviamente, algumas peças foram remanejadas para otimizar o espaço e oferecer uma melhor visualização das peças e cômodos. Porém, tenta-se conservar o máximo de tudo o que ele mantinha lá, através de fotos e relatos.

Falando, agora, do trabalho dele, vocês conhecem o haikai? É uma forma específica de poema (japonês), na qual Guilherme de Almeida foi pioneiro no Brasil. Ao longo da visita, os guias leram alguns haikais dele e nos disseram que cada um foi inspirado em um cômodo da casa ou objeto ou através de um "momento de elite". E foi uma dinâmica muito legal, porque nós tínhamos que adivinhar o título do haikai ou no que ele foi inspirado. 
Paremos, agora, para analisar, por exemplo, Um Ritmo da Vida, o poeta tem um poder de síntese enorme, pois parte do pequeno (um balanço no berço) e chega no grande (filhos indo embora de casa). Pelo menos, foi isso o que eu senti. Aqui estão alguns outros de autoria dele. Ao longo de sua carreira, Guilherme só escreveu 35 haikais).

CARIDADE  ------------------------------------- Talvez ele estivesse em seu jardim
Desfolha-se a rosa.
Parece até que floresce
O chão cor-de-rosa.

UM RITMO DA VIDA ----------------------- Guias disseram que foi inspirado no filho dele
O berço vai e vem.
Mas vai com o quê? – Um ai.
E vem? – Sem ninguém.

PERNILONGO -------------------------------- Leitura feita no quarto
Funga, emaranhada
na trama que envolve a cama,
uma alma penada.


Depois que terminamos a visita, uma das atividades propostas pelos guias foi a criação de um haikai. Todos nós nos empenhamos bastante, porém não conseguimos nenhum propriamente dito, com as regras de sílabas poéticas e rimas. Porém os resultados foram satisfatórios e saíram desde estrofes até textos poéticos. Por fim, foi um passeio muito agradável e proveitoso, fora que o jardim em que ficamos era a coisa mais fofa do universo. As professoras ficaram muito contentes e os alunos também.

Texto feito a pedido da minha professora, mas eu me empolguei e resolvi fazer um para colocar aqui para vocês... e aí, o que acharam?
Boa Noite!

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