Autor: Zack Magiezi
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 224
Onde encontrar: AmazonBr | Saraiva
Sinopse: Publicadas originalmente no Instagram, as poesias datilografadas de Zack conquistaram uma legião de fãs, falando sobre sentimentos, medos e dores, amores e perdas, tudo o que de mais profundo toca as pessoas. A sua poesia delicada e bela brinca com as palavras, cria neologismos e conquista os corações, dialogando diretamente com cada um de seus leitores. “Desde que minha vida saiu dos trilhos eu sinto que posso ir a qualquer lugar”, escreve o autor. Felizmente, agora os leitores também podem acompanhar essa jornada poética.
Comprei esse livro lindo na Bienal do ano passado, se eu não me engano. (Porque chances são de eu ter comprado em outro lugar e não lembrar. Bom, minha história com Zack Magiezi é bem parecida com a minha história com Alezandre Guimarães, autor de
Doce Desconhecida. Conheci a poesia de Zack pelo Instagram, rede social na qual o poeta passou a reunir toda a sua produção.
Sempre datilografadas, ou seja, escritas em uma máquina de escrever,
a poesia de Zack conversa sobre o amor, sobre a modernidade e sobre como esta influência nesse sentimento tão antigo quanto o mundo. Depois de tanto sucesso nas redes sociais, a Bertrand Brasil trouxe para nós uma coletânea incrivelmente sensível e bem trabalhada.
Nosso envolvimento com a poesia já começa com a edição física: o toque da capa tem uma textura agradável. É aquele papel cartão meio papelão, sabe? A ilustração da capa é delicada e poética. O miolo é impresso em papel reciclável, com fonte de máquina de escrever, mesmo - que é também grande responsável pela magia. Percebemos três grandes blocos de poemas: o primeiro e o último são impressos em papel claro, os poemas com títulos diversos, porém diferenciados em pequenos grupos, como "diálogo", "confissões", "causa mortis", "sobre as coisas de dentro", "instruções para dizer eu te amo", entre diversos outros. O meu favorito são as criações de "para o amor que vai chegar".