Casa Guilherme de Almeida

Casa Guilherme de Almeida



No dia 04 de abril, o Colégio Espírito Santo proporcionou aos alunos das 3ªs séries do Ensino Médio uma visita à Casa Guilherme de Almeida. A casa desse poeta foi transformada em um museu e está localizada no bairro Sumaré. A ideia de abrir um espaço para cultura, acredita-se, surgiu do próprio Guilherme, porém foi posta em ação pela sua mulher, Baby de Almeida, que organizou todas as papeladas com o governo e abriu mão de todo e qualquer bem material que possuía. O museu foi aberto ao público em 1979.


Guilherme de Almeida




Para quem não sabe, Guilherme de Almeida foi um grande defensor do modernismo no Brasil, trabalhou em prol da causa em jornais (Estado de São Paulo) e revistas (Klaxon). Lutou na Revolução de 1932 e por isso ficou exilado em Portugal, posteriormente, retornou ao Brasil. Foi dono de diversas obras de pintores modernistas nacionais e estrangeiros, como Tarsila do Amaral e Sanson Flexor. Recebeu o título de Príncipe dos Poetas, a maior honraria que um poeta pode receber. Viveu até seus 78 anos e morreu dentro de casa... a mesma casa que a gente foi visitar... É...





Escritório ou como eu gosto de chamar, cantinho da leitura


É uma casa muito simpática do lado de fora e por dentro um lugar aconchegante e pequeno, apesar de seus três andares. Sofreu modificações e adaptações ao longo dos anos, porém conserva a maioria dos móveis, quadros, livros, objetos e até mesmo as louças. Obviamente, algumas peças foram remanejadas para otimizar o espaço e oferecer uma melhor visualização das peças e cômodos. Porém, tenta-se conservar o máximo de tudo o que ele mantinha lá, através de fotos e relatos.

Falando, agora, do trabalho dele, vocês conhecem o haikai? É uma forma específica de poema (japonês), na qual Guilherme de Almeida foi pioneiro no Brasil. Ao longo da visita, os guias leram alguns haikais dele e nos disseram que cada um foi inspirado em um cômodo da casa ou objeto ou através de um "momento de elite". E foi uma dinâmica muito legal, porque nós tínhamos que adivinhar o título do haikai ou no que ele foi inspirado. 
Paremos, agora, para analisar, por exemplo, Um Ritmo da Vida, o poeta tem um poder de síntese enorme, pois parte do pequeno (um balanço no berço) e chega no grande (filhos indo embora de casa). Pelo menos, foi isso o que eu senti. Aqui estão alguns outros de autoria dele. Ao longo de sua carreira, Guilherme só escreveu 35 haikais).

CARIDADE  ------------------------------------- Talvez ele estivesse em seu jardim
Desfolha-se a rosa.
Parece até que floresce
O chão cor-de-rosa.

UM RITMO DA VIDA ----------------------- Guias disseram que foi inspirado no filho dele
O berço vai e vem.
Mas vai com o quê? – Um ai.
E vem? – Sem ninguém.

PERNILONGO -------------------------------- Leitura feita no quarto
Funga, emaranhada
na trama que envolve a cama,
uma alma penada.


Depois que terminamos a visita, uma das atividades propostas pelos guias foi a criação de um haikai. Todos nós nos empenhamos bastante, porém não conseguimos nenhum propriamente dito, com as regras de sílabas poéticas e rimas. Porém os resultados foram satisfatórios e saíram desde estrofes até textos poéticos. Por fim, foi um passeio muito agradável e proveitoso, fora que o jardim em que ficamos era a coisa mais fofa do universo. As professoras ficaram muito contentes e os alunos também.

Texto feito a pedido da minha professora, mas eu me empolguei e resolvi fazer um para colocar aqui para vocês... e aí, o que acharam?
Boa Noite!

Trash - Andy Mulligan



AutorAndy Mulligan
Título original: Trash
Tradução: Antônio Xerxenesky
Editora: Cosac Naify

Raphael, Gardo e Rato são amigos e vivem na miséria do lixão, até que algo extraordinário acontece com eles: enquanto reviravam o lixo, acham algo incomum. Mas eles não são os únicos interessados nessa... bolsa, pois a polícia também está atrás dela. Resumindo: suas vidas nunca mais serão as mesmas.

O livro é narrado através de diversos pontos de vista, graficamente representado pelas diferentes letras que aparecem a cada capítulo ou no meio deles. Existe uma letra para cada pessoa que conta a história. Como toda mudança de narração, essa dinâmica ajuda a trazer o ar de mistério e intrigas para a história.

"Talvez um dia você encontre 'alguma coisa legal'
Ah, sim.
Um dia eu encontrei." Raphael, p. 11

Em um lixão chamado Behala, localizado em um país sem nome dito, esses três garotos vivem uma verdadeira aventura.

Mais que uma visita, uma escolha de vida

Todos nós, jovens, sabemos como é difícil a escolha que se aproxima cada vez mais da nossa realidade de terceira série do Ensino Médio: a faculdade, a decisão do curso que definirá os seus próximos anos de estudo, e, possivelmente, seu futuro. Pessoalmente, já mudei de opinião mais vezes do que posso lembrar, mas algumas das profissões foram professora, nutricionista, jogadora profissional, engenheira civil, escritora, jornalista, política e, finalmente, editora. Enfim, foram tantas mudanças, em tão pouco tempo, que você dorme um dia com equações na cabeça e acorda, no outro, sonhando em escrever um romance em potencial.



Bom, mas agora, com as ideias mais amadurecidas e a realidade exigindo que eu escolha um lado, eu estabeleci que nada pode ser maior do que o meu amor por livros. Eu tentei, juro que tentei, ver meu futuro diferente, onde eu trabalhasse com números ao invés de letras, mas não consegui.



Então, decidi que terei livros na minha mesa, e não projetos de prédios. Não posso dizer que é fácil escolher, afinal de contas, escolher nunca é, mas, depois que você se sente seguro com uma decisão, é como se em peso tivesse sido retirado dos meus ombros e, você pudesse seguir com a vida e fazer outras milhares de escolhas com mais certeza e firmeza.

Obviamente são necessárias ações que possam te fazer pensar e refletir sobre a sua decisão, que parece definitiva. A ação que definiu a minha escolha de carreira (editora) foi a criação do blog, Livros: ontem, hoje e sempre. E nada me deixa mais orgulhosa do que vê-lo crescendo. É uma responsabilidade? Óbvio. Mas o que não é, na vida corrida de estudantes? Se é algo que você gosta, tudo irá se ajeitar e o cosmos dará aquela forcinha extra para que dê certo. Em 03 de setembro, ele completará um ano, mas por enquanto, nesse 03 de abril, eu tenho duas razões para ficar feliz: é meu aniversário e o blog está comemorando seu sétimo mês de vida. E saber que ainda existe tanto que ele pode fazer é o meu maior presente hoje.

Graças ao blog, diversas portas estão se abrindo e uma que definitivamente me deu certeza do que eu quero fazer da minha vida foi o contato com as editoras. Como blogueira, fui a eventos e ganhei brindes que qualquer leitor apaixonado sonha em ganhar: livros. há. Tendo isso em vista, comecei a agir em prol da minha ideia de trabalho: o mercado editorial. Mas eu nunca soube como seria trabalhar lá dentro, o que eu poderia fazer, quias são os níveis, se existe algum curso específico na faculdade para isso, etc. E bom, eu fui descobrir, neh?



A minha escola, Colégio Espírito Santo, teve um papel fundamental nessa descoberta. A bibliotecária, Cristiane, minha amiga, depois de eu ter contado pro universo inteiro que eu tinha criado um blog, decidiu me ajudar: como ela tem contato divulgadores de editoras, numa conversa, esse anjo conseguiu agendar uma visita à uma editora. E lá fui eu, a criatura mais feliz do universo, conhecer o que eu queria fazer para o resto da minha vida. No dia 06 de março, minha amigas, coordenadora, professora e eu fomos à Editora SM. Uma editora de livros didáticos.



Lá dentro, o mundo brilhou e estrelas explodiram. Fiz diversas perguntas ao Gerente de Idiomas/editor geral (que nos acompanhou durante a visita), Ângelo Stefanovits. Ele, muito solicito e divertido, respondeu a cada uma delas. A editora é como qualquer outra empresa: tem setor financeiro, logístico, responsável pela limpeza, responsável pela divulgação, pelo pessoal (RH). Tudo. Mas, eu acredito que uma editora, não é somente uma empresa; uma editora é uma pequena família, que produz maravilhas, todos juntos pelo produto final: o livro.

Os editores com os quais eu conversei na SM eram específicos para cada matéria. Ou seja, tinha a área de Matemática, Física, Português, Biologia, Inglês, mas nenhum deles fez faculdade específica de editoração, estavam lá porque sabiam muitíssimo bem o assunto no qual trabalhavam. E essa é uma coisa muito especial que o mercado editorial pode te oferecer: muitas vezes pensamos que a faculdade de Física só irá nos levar para um único caminho - bitolagem - , mas pude perceber que não é só esse o futuro dessas pessoas. Se ele/ela cansar dessa carreira, o próximo trabalho pode ser dentro de uma editora. (Coisa que eles estão precisando, só tinha uma pessoa responsável pelo conteúdo de Física). É uma carreira que deve ser considerada, pois existem livros sobre tudo, e nós, leitores, estamos pedindo livros sobre tudo, portanto é um mercado que só tem a crescer.

Além disso, a estrutura dela, como um todo, é fofa e acolhedora. E foi lá que eu decidi o que eu quero fazer pro resto da minha vida. Vou fazer livros, vou divulgar livros, vou vender livros, vou escrever livros, vou amar os livros e dedicar todo o meu esforço e tempo para fazer a coisa que eu mais amo: ler.

Então, é isso. E vocês, qual editora visitariam? E o que fariam lá? 
Deixe nos comentários!
Beijos e Boa Noite

A Última Quimera




Autora: Ana Miranda
Título: A Última Quimera
Editora: Companhia das Letras

Este livro conta um pouco sobre quem foi Augusto dos Anjos. Através da narração de um, então, amigo de infância de Augusto, o leitor é jogado na vida de um homem que sofre com a perda do amigo e mergulha nas memórias de sua vida com ele. Esse poeta notável que viveu sem nenhum reconhecimento e, depois de sua morte (1884-1914), tornou-se uma lenda, tem uma história encantadora. Além do mistério do narrador, Ana Miranda consegue, através de muita pesquisa e carinho, trazer para nós um livro envolvente que, sem querer, aumenta o nosso conhecimento sobre esse poeta que viveu sem ver seu trabalho reconhecido.

Augusto dos Anjos foi um poeta livre e verdadeiro, segundo o narrador. Durante sua vida, onde o romantismo, o parnasianismo, o realismo e o simbolismo travavam longas lutas para saber qual escola se consagraria, Augusto não escrevia nada relacionado a elas e, por isso, foi ignorado pela sua época e, só se tornou famoso por todo o país depois de sua morte.

Colcha de Leituras




Autor: Jonas Ribeiro
Título: Colcha de Leituras - Ensaios para unir amores e alinhavar leitores
Editora: Mundo Mirim
Páginas: 88


"Quem lê fica mais sexy." Jonas Ribeiro já disse tudo. E temos que agradecer a Lygia Bojunga por ter "alfabetizado seu coração" e seduzido mais essa mente ao mundo das letras. Durante o livro, Jonas narra como surgiu e cresceu seu amor pela leitura. É uma história bem interessante... qual de nós não iria querer trocar cartas com nossos autores favoritos? *-*


Existem duas edições desse livro em minhas mãos, uma pela editora Mundo Mirim (2009) e outra pela Elementar (2002). Li a da Mundo Mirim, e pude perceber o que você perde de um edição para outra. Por exemplo, a edição da Elementar tem mais citações que na do Mundo Mirim; na Elementar tem dois capítulos de autoras convidadas, no Mundo Mirim, não. No livro de 2002, já se falava do e-book, enquanto que o de 2009, nem se tocou no assunto. Enfim, são algumas diferenças que são notadas e sentidas. 

O livro em si é lindo e delicioso de ler. Trás, por meio de prosa e poesia, o amor que Jonas tem pelos livros e pela leitura e quer passar para todos que conhece, direta ou indiretamente. Aproveita também e dá dicas de como pode-se alinhavar leitores em torno de algo simples e apaixonante: a leitura da Literatura.
“A realidade interna de quem lê não tem limites e o próprio ato de ler alarga a espiritualidade, propicia felicidade e coloca as respostas e soluções de que o leitor precisa aos seus pés.”, p. 8

A Seleção - The Selection #01



Autora: Kiera Cass
Título original: The Selection

Tradução: Cristian Clemente
Série: The Selection 
Editora: Seguinte


America Singer é uma Cinco. Ela está muito em paz com a sua situação de vida. Ama seus pais, mas tem um carinho muito maior pelo seu pai, pois a sua mãe está, sempre, exigindo muito dela.

A casa da família Singer recebe sua carta informando que eles poderão inscrever uma jovens de 16 a 21 anos para participar da competição que decidirá quem será a nova Princesa de Illéa, a esposa do Príncipe Maxon. Essa é uma oportunidade única para mudar a vida de qualquer família 3,4,5,6,7 ou 8, se ela for escolhida para ser a Rainha, todos serão beneficiados.

Porém quando America se vê cara a cara com os papeis de inscrição, todo o seu ser está sendo puxado em outra direção.
"Sua boca estava bem perto do meu ouvido. Não era justo; ele sabia que isso ia me distrair." America, p. 28
Aspen é o dono do seu coração. Mas o amor deles não pode ser gritado aos sete ventos, porque ele é um Seis. E ninguém deve casar com alguém de classe menor. Então, depois de muita argumentação, America preenche os papeis e para surpresa de todos, inclusive dela, ela foi chamada para concorrer com outras 34 garotas por uma coroa que ela não queria. E para conviver com um príncipe que ela não conhece.
"Vontade era um luxo que não podíamos ter. Éramos movidos à base de necessidades." America, p. 39
Porém, uma vez no castelo, ela verá um outro lado de todos que ela conhece: das garotas com que está competindo e, principalmente, de um tal de Maxon.
"- Você chama todas de 'minha querida'?
- Sim, e todas parecem ter gostado.
- É exatamente por isso que eu não gostei." America e Maxon, p. 145-146
E dessa amizade estranha e encantadora que nasce entre o Príncipe e ela permite que America fique sabendo de algumas informações secretas sobre o reino. Ataque rebeldes ao palácio são muito comuns, e ficaram um pouco mais constantes com as garotas lá. Enquanto as 35 estão hospedadas lá muitos ataques acontecem. Os rebeldes são divididos em dois grupos: Norte e Sul.
Os nortistas são uma facção mais fraca e mal organizada. Já os sulistas têm um poder de destruição muito maior e causam muito mais estrago quando resolvem atacar. O que será que eles querem? Destruir o governo ou apenas perturbar a ordem, fazer com que a população esteja constantemente com medo?

No final, Maxon é forçado a tomar uma difícil decisão em relação à America. E America é confrontada com o seu passado. Literalmente tem alguém mexendo com a vontade dela. Será que ela continuará na competição depois te ser tentada a sair?

No mesmo mundo distópico de Jogos Vorazes, A Seleção se parece muito com com essa realidade futurista. Eu encontrei muitas semelhanças com aquela série, e foi como se estivesse lendo uma versão soft da trilogia. Mas apesar de tudo isso, o enredo e as personagens de Kiera te envolvem (fora que algumas tiradas da autora são hilárias). Leiam e comprovem!
"Claro mãe. Vou continuar dizendo ao príncipe que ele não tem chance comigo e a ofendê-lo sempre que possível. Excelente plano." America, p. 156

Demorou, mas chegou!
O que acharam?
Boa Noite!



O Enigma da Borboleta


Autora: Kate Ellison
Título original: The Butterfly Clues
Tradutora: Alicia Klesck
Editora: Leya

Ganhei a prova do livro em um Evento. Portanto, ele ainda não foi lançado. Mas espero que gostem dele tanto quanto eu, quando tiverem a oportunidade de o ler. É um livro M A R A V I L H O S O. Alguns blogueiros já tiveram a oportunidade de lê-lo e, com certeza, falarão extremamente bem dele. Eu falarei extremamente bem dele. Aqui vai!

Confesso que a narrativa mexeu muito comigo. De uma forma boa! O thriller de estreia de Kate é um sucesso e encontrará muito leitores!

Penelope Marin, Lo, tem Transtorno Obsessivo-Compulsivo, TOC: o número perfeito é o 9 e todas as suas derivações: 3, 6, 18, 27... E o modo como isso é descrito no livro, faz com que entremos na cabeça da personagem de tal forma, que passamos a entender quem ela é, como ela pensa e se sente. 
"Preciso saber que a beleza existe, assimilá-la, cercar-me dela, sentir seu calor me envolvendo. Às vezes, preciso dela somente para respirar. Para definitivamente conseguir passar mais um dia arrastado e solitário no colégio." Lo, p. 20
Mas, infelizmente, o TOC a atrapalha, a envergonha e a impede de ter a vida normal. É possível, ainda, dizer que, além de atrapalhar seu dia a dia, as suas manias, também acabam colocando em risco a sua vida.

Como?... Compre o livro quando lançar, porque vale MUITO a pena. ; )

O começo, para mim, foi meio confuso, porque eu não sabia do que Lo estava falando, porque não li a sinopse, e nem sabia que a narradora se chamava Lo. Até que tomei vergonha na cara e li as orelhas e afins. 
A história já começa dentro da confusa cabeça dela, e até nós conseguirmos no situar por lá, já passou o primeiro capítulo, portanto só aconselho vocês a lerem com um pouco de atenção essa parte e já era, o resto do livro corre como água. 

Depois da morte do seu irmão, Oren, a família de Lo nunca mais foi a mesma. Ela nunca mais foi a mesma, Lo sofre com a perda do irmão em silêncio, pois seus pais se afastaram, esqueceram-se dela. A mãe vive constantemente dopada por medicamentos e o pai trabalha 16 horas por dia. 
"Ela não sabe de nada da minha vida - que a solidão é constante, que aprendi a lidar com meu próprio jeito, que aprendi a viver sem ela. Aprendi a viver sem ninguém." Lo, p. 22
Com isso, fica meio impossível para Lo não se aventurar no mundo dos Mercados de Pulgas que contém todos os tesouros que ela precisa guardar em segurança dentro do seu quarto. E num sá-ba-do, dia sagrado para ela, Lo visita Neverland. O pior bairro da cidade no qual ela poderia ter parado.

Lá, acaba esbarrando em duas pessoas que mudarão a sua vida totalmente: Flynt e Mario. Flynt, um garoto lindo e misterioso que a derruba na barraca de Mario, onde ela vê dois objetos muito singulares: uma borboleta e um colar. Pois ele pertenciam a uma garota que acabou de ser assassinada pelas ruas de Neverland, Sapphire, dançarina na boate Tens, 19 anos. Sapphire se encaixa no quadro de motivos para que a polícia não se interesse muito pelo seu assassino. Mas Penélope se importa. (E você não descobre o motivo maior de tudo isso, até os capítulos finais, nos quais todo o mistério é resolvido).
"- E o pior é que a polícia está cagando. Já abandonaram o negócio todo. Nem estão mais investigando. Não mesmo." Lo, p. 45
Resumindo, Lo fica obcecada com a história mal resolvida Sapphire e resolve investigar por conta própria, porém, ela precisara tomar muito cuidado, porque nada disso é um jogo. E já a avisaram disso.
"Agora estamos nisso juntas, Sapphire e eu; nos tornamos responsáveis uma pela outra. Nossas vidas e nossas mortes. Sem volta." Lo, p. 106
E o que eu posso falar de Flynt
"Estar com Flynt é estranhamente libertador. Ele é diferente de todas as outras pessoas que eu conheci, o que me faz sentir menos uma absoluta anormal e alienígena." Lo, p. 52
Bom, ele, como todos os perdidos de Neverland, também tem um segredo. Mas isso só faz com que Lo fique mais interessada nele e na sua história. Porém, até que ponto a amizade de dois estranhos pode sobreviver? Principalmente quando um passa a desconfiar do outro?

Quem é Bird? Quem é Anchor? Quem é Aaron? Quem é Gordon Jones? Quanto mais ela procura, em mais perigo se coloca. Com a tensão sempre constante e a promessa de um romance é um livro que te prendará a ele até a última página, até que o assassinato de Sapphire seja resolvido. Até que Lo esteja a salvo. Mas... será que isso é possível?



Quem vai querer ler, quando for lançado?
Let me know!
Boa Noite.

Como e Por Que Ler os Clássicos Universais Desde Cedo

Autora: Ana Maria Machado
Título: Como e por que ler os Clássicos Universais desde cedo
Série: Como e por que ler
Editora: Objetiva

Ana Maria Machado, além de abordar temas que não estamos acostumados a tratar, por exemplo a importância dos clássicos e como essas diversas heranças que são usadas hoje em dia, também nos dá dicas de como podemos ler e apreciar  essas heranças escritas. 

A cada capítulo, ela trata um tipo de clássico, como foi a sua experiência ao lê-lo e faz diversas considerações sobre a importância deles em nossas vidas e na história da literatura.


Devo confessar que quando o li, imaginei uma autora muito mais jovem, mas depois de ter visto a foto dela, entendi como que ela pode falar com facilidade de tantos livros, porque ela teve muito tempo para lê-los e estudá-los.

Ana Maria Machado é autora de 108 livros, e nesse, narra todo o seu amor pelos clássicos e suas impressões.

Cada capítulo aborda basicamente esses temas, respectivamente:
  • clássicos gregos, como Ilíade e Odisseia;
  • a Bíblia;
  • a leitura da Idade Média, com os cavaleiros da Távola Redonda e chegando até Dom Quixote;
  • as adaptações teatrais e (hoje em dia, as cinematográficas) de livros antigos e contemporâneos como As Viagens de Gulliver e Eu, Robô;
  • os contos de fadas, desde suas origens, até novos escritos que são antes de tudo adaptações dos contos que já conhecemos, Cinderela com referências chinesas e Bela Adormecida que não é uma coisa tão meiga no manuscrito original; 
  • histórias marítimas, de grandes navegações e aventuras;
“Parece-me que o mar é uma excelente metáfora para a literatura, para os prazeres e desafios que ela nos traz, sua imensidão, sua variedade, sua profundidade, sua beleza sempre nova e mutante, sua capacidade de nos alimentar de forma quase infinita.”, p. 83
  • folhetins histórico-fantasias (que se passam em terra firme) como em O Homem da Máscara de Ferro ou Sherlock Holmes.
  • o charme dos contemporâneos como O Apanhador no Campo de Centeio de J. D. Salinger, ou Ponte Para Terabitia. (Quem não chorou com esse filme? Eu lembro que quando o assisti fiquei revoltadíssima). 

Seguidores

No Instagram @bloglohs

Vem pro Facebook