A Terra das Sombras - A Mediadora #01

Autora: Meg Cabot (originalmente sob o pseudônimo de Jenny Carroll)
Título Original: Shadowland
Tradução: Clóvis Marques
Série: A Mediadora
Editora: Galera Record
Páginas: 282
Onde encontrar: AmazonBr | Americanas | Cultura | Saraiva | Submarino

Sinopse: Suzannah é uma adolescente aparentemente comum, mas na verdade, ela é uma mediadora, uma pessoa capaz de ver e falar com fantasmas para ajudá-los a descansar em paz. É claro que esse dom lhe traz muitos problemas. Mas nem ela poderia saber da gravidade do que encontraria ao mudar-se para a Califórnia. Um livro de ação, mistério e suspense sobrenatural.

Da série "livros dos quais a Bel é suspeita pra falar", trago pra vocês mais um post com um dos meus livros favoritos — de uma das autoras mais queridas da adolescência de todos nós, vamos ser honestos. Quem nunca leu ou ouviu falar da Mediadora, não é mesmo?

Desde que a Iza fez o post sobre o encontro de parceiros com o Grupo Editorial Record, lá no fim de abril, tive vontade de resenha-los. Quer dizer, quem é fã sabe que estamos esperando um sétimo livro há muito tempo! Nada melhor do que comemorar voltando um pouco para falar desses livros incríveis. 

Sou fã da série desde que li pela primeira vez, quando estava no 6º ano (eu acho, haha). Li emprestados de uma amiga, e a cada dia da semana eu terminava um para poder continuar o mais rápido possível. Portanto, é legal dizer que a edição que eu tenho é aquela com as capas mais antigas, desenhadas, da época que não eram nem selo Galera, eram só da Record. Alguém mais se lembra disso ou eu é que estou ficando muito velha? Hahaha! 

A história gira em torno da adolescente de 16 anos Suzannah Simon, cuja mãe acabou de se casar pela segunda vez, após 10 anos da morte de seu marido. Nova-iorquina, o maior desafio para Suze deveria ser a mudança radical de sua cidade para a ensolarada Carmel, na Califórnia. O choque cultural e todas as dificuldades em ser um garota de 16 anos — escola, um novo padrasto e três irmãos postiços, garotos — não são nada comparados ao fato de que Suze fala com os mortos.

Tentando recomeçar longe dos problemas que enfrentava em Nova Iorque, como as encrencas em que se metia por causa dos fantasmas que encontrava, o que fez com que tivesse apenas uma amiga, Suzannah se vê esperançosa: quem sabe agora ela poderá ser a garota popular e perfeita que sua mãe sempre quis que fosse? Bom, do jeito que as coisas são, esse não é exatamente o rumo que a história toma.

Suze não é nem um pouco a adolescente usual. Por ver, tocar, falar e, por vezes, dar umas porradas em fantasmas, ela não é uma garota delicada nem tolerante, e pouco liga para o que as pessoas vão pensar dela: logo em sua primeira aula no colégio católico em que ingressou, decide que pode muito bem escolher suas próprias amizades.

— Caramba, foi sentar logo perto da esquisita!...
Eu olhei para ela. Tinha uma cabeleira impecável, e olhos impecavelmente pintados. E disse, sem me preocupar em falar baixinho:
— Desculpe, você sofre de Tourette?
[...]
— O quê? — fez ela, apertando os olhos.
— Síndrome de Tourette. — continuei. — É uma doença neurológica que faz as pessoas dizerem coisas que não querem dizer. Você tem isso?
O rosto da guria começara a ficar vermelho.
— Não.
— Ah... Então estava mesmo sendo grosseira de propósito...
— Eu não estava chamando você de esquisita — justificou-se ela rapidamente.
— Sei perfeitamente — prossegui. — Por isto é que depois da aula vou quebrar apenas um dedo seu, e não todos eles.
P. 86
Do outro lado do país, com nova reputação e rotina completamente diferente, a última coisa que Suze esperava era ter de lidar com fantasmas tão cedo. O problema é que ela encontra um logo que entra em seu novo quarto: um cara com algo de hispânico que está morto há pelo menos 150 anos (e nem por isso deixou de ter a aparência de seus 20), extremamente charmoso que atende por Jesse.

Além de seu novo "companheiro de quarto", Suze precisa resolver o problema de um espírito raivoso, cujo ex namorado corre perigo constante, unir forças com o diretor da escola — e também mediador — Padre Dominic e prezar por seu segredo. 

A narrativa em 1ª pessoa é bem envolvente, até porque a personalidade da personagem é divertida e honesta, apesar de um pouco bruta às vezes. Meg Cabot foi capaz de criar uma garota que fosse engraçada ao mesmo tempo que capaz de consertar os próprios erros, sendo também realista.

O enredo é muito bem amarrado, com tramas convincentes e conflitos interessantes. O romance de Suze desenvolvido nos livros também não é o foco, e não se torna nem maçante nem clichê. Sendo tão nova quando li pela primeira vez, devo admitir que A Mediadora foi uma das portas que adentrei para o gosto pela leitura: não é mais um "livro de criança" e não tinha nada de paradidático nele, haha! Eu li porque queria ler, porque gostava. Talvez por isso Cabot seja ainda tão querida por essa geração — esses livros fazem parte da minha personalidade, e sou muito grata por isso.

Ah, e mais uma vez, estamos diante de uma personagem principal feminina bem forte. O que também não quer dizer que Suze não tenha características do estereótipo de adolescentes normais de 16 anos: adora roupas, revistas, tem problemas com garotos, odeia geometria e gosta de passar o tempo fazendo nada com seus amigos. Esse equilíbrio sempre me pareceu muito legal, mas agora, mais crescida, eu vejo o quão importante é mostrar que uma garota pode ter várias qualidades ao mesmo tempo, e que gostar de se cuidar jamais pode ser sinônimo de ser fútil; as pessoas podem ser muito mais do que um rótulo. Além disso, Suze não é do tipo que se acha feia, e é muito bem-humorada a respeito disso:
Não que eu seja um horror ou algo assim. Não sou nenhuma Cindy Crawford, mas também não sou um bagulho. Acho que no fundo o que acontece é que sempre fui considerada meio esquisita em minha antiga escola. É o que costuma acontecer com garotas que ficam falando sozinhas e se metendo com a polícia.  P. 115

No final das contas, eu sempre volto a ler A Mediadora, não por ser o melhor que a literatura tem a oferecer — e, em se tratando de literatura infanto-juvenil, acredito que seja um dos melhores, sim —, mas por me trazer boas memórias e ser uma leitura mais calma. Afinal, eu sempre sei o que vai acontecer, mas a história continua interessante, não importa quantas vezes eu leia! 




Resenha por Bel Brito




14 comentários :

  1. Oi Bel!
    Já faz um bom tempo mesmo que quero ler essa série, mas não sabia que ainda falta um livro pra ser finalizada.
    Nunca li estórias que envolvesse fantasmas e por isso essa premissa me deixou bastante curiosa.
    Gostei de como vc descreveu a Suze. Que apesar de ser bem nova, tem uma personalidade forte e não liga pro que os outros pensam dela.
    Se tinha alguma dúvida, ela foi a baixo depois dessa resenha, rsrs.
    Vou comprar, só espero que não demore muito a lançarem o próximo livro. Sou muito ansiosa e detesto ficar esperando.
    Abraço!

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  2. Oi Bel,
    Ahhh como eu amo essa série <3
    Estou muito ansiosa pelo sétimo livro ♥
    Foi um dos primeiros livros que li então tenho um certo carinho especial por eles.
    aliás, tudo que a Meg escreve é maravilhoso.
    Bjs e uma ótima noite!
    Diário dos Livros

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  3. Como esquecer de um dos livros mais marcantes da minha infancia?
    O primeiro livro da serie A mediadora tem uma mistura de romance e investigaçao que faz voce nao desgrudar do livro e acabar logo(ate pq ele é fino)
    Obs=Espero que a capa do setimo siga o msm formato das capas que nao foram desenhadas ;)
    Fui,bju *_*

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  4. Li esse livro e adorei, achei bem diferente o fato de ter um envolvimento com um fantasma, me instigou a questionar como iria terminar essa historia e quanto mais eu lia, mais queria ler para saber como ia terminar, fiquei surpresa ao saber que sairá um sétimo livro achei que tinha terminado, mas que venha o outro, só espero que seja tão bom quanto aos outros rsrs.

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  5. Oi :)
    Sempre ouvi falar dessa série da Meg Cabot mas nunca tinha me despertado o interesse pois achei que fosse apenas mais um chick-lit dela. Lendo sua resenha eu me arrependi de não ter pesquisa mais a respeito. Adorei a estória do livro, pois se trata de uma fantasia, sendo meu gênero favorito. Já ta adicionado no skoob rs.
    Beijos.

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  6. Bel, sou simplesmete louca pela série Mediadora. Amooooo. Releria diversas vezes se tivesse na minha estante (plano deste ano). Foi encantador ler a série, ela é ótima. xD

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  7. Ainda não li a série, achei bem legal o que a autora criou, não é muito comum uma história onde os personagens falam com fantasmas, e mesmo não tendo lido nada da autora ainda, sei que a narrativa dela é fantástica,quero começar a ler a série

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  8. Já tinha ouvido falar dessa série, mas por algum motivo nunca tinha me interessado em ler... Agora posso dizer que, só não começo a lê-la logo pq ainda há um sétimo livro para ser lançado, e não suporto séries que não terminam :/

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  9. Vejo muita gente falando muito bem dessa série da Meg. Mas nunca tive de fato grande interesse em lê-la. Embora ainda não tenha lido nenhum livro com o tema de fantasmas, não sei se seria do meu gosto. O único fator que me faz querer ler essa série é conhecer o Jesse, todo mundo ama ele e eu queria saber o que é que ele tem hahah

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  10. Hey!
    Já li algumas páginas de ''A Mediadora'', gostei muito. Tenho que finalizar a leitura desse livro. Pelas poucas páginas que li do livro, posso dizer que achei a leitura bem divertida. A Suze é uma personagem que te conquista bem rápido. Adoro o humor e a personalidade dela.

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  11. Ja ouvi falar muito dessa série ,mas infelizmente até hj não tive a oportunidade de ler ,mas ainda tenho muita vontade .
    Tem um enredo muito interessante ,sem falar que a autora é muito conhecida e praticamente sempre elogiada .
    Adorei sua resenha u.u

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  12. sério que ainda falta um livro para acabar?
    eu pensava que já tinha terminado essa série...
    eu sou meio dividida com relação a essa série: acho bem legal o fato dela falar com fantasma, mas toda vida q eu vejo a qt de livros eu desisto...
    adorei o "livros dos quais a Bel é suspeita pra falar" é sempre bom a gente admitir isso né?

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  13. Olá, bel! Tudo bem?

    Nossa, tá aí uma série que não me desperta o interesse... Não sei se pelo tamanho, ou pelo tema... Você indicaria algum livro da autora, que seja único, pra que quem nunca leu nada dela possa conhecer a escrita? Vai que isso anima de embarcar na série... Sei lá.

    beijo

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  14. Já ouvi muito sobre essa série, mas nunca tive curiosidade de saber mais sobre,sua resenha me esclareceu algumas coisas,eu sempre acreditei que era voltada para o romance, agora vejo que ele faz parte, mas não é o foco principal.
    A premissa de ver fantasmas e ter que lidar com isso além dos problemas da adolescência é muito bacana, por isso tantas pessoas gostam da escrita da autora, por ser envolvente.
    São poucos os livros que conseguem equilibrar o sobrenatural e o mundo real e essa série faz isso com maestria, mesmo assim deixo para os fãs já ou para os mais novos que a terão como você teve sendo uma porta de entrada para a leitura de outros livros e gêneros.

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