#II Mês do Halloween: O Iluminado #01

Autor: Stephen King
Título original: The Shining
Editora: Círculo do Livro
Páginas: 447
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Sinopse: Jack Torrence consegue um emprego de zelador em um velho hotel, e acha que será a solução dos problemas de sua família - não vão mais passar por dificuldades, sua esposa não vai mais sofrer e seu filho, Danny, vai poder ter ar puro para se livrar de estranhas convulsões. Mas as coisas não são tão perfeitas como parecem - existem forças malignas rondando os antigos corredores. O hotel é uma chaga aberta de ressentimento e desejo de vingança, e, inevitavelmente, um embate entre o bem e o mal terá de ser travado.

No Colorado, nas rochosas, o hotel mal-assombrado Overlook é o cenário de uma das narrativas mais clássicas da história do terror. Não importa se com Kubrick, com Stephen King ou com referências pop, O Iluminado é e sempre vai ser uma referência imortal e, na minha opinião, imbatível. Só a combinação desses dois nomes, um do cinema e o outro da literatura, já é grandiosa. 

Muitos viram o filme, mas não todos viram o livro. Estou aqui para falar do livro, mas não posso não citar o filme, porque Kubrick me fascina e King me assusta — afinal de contas, estamos no Mês do Haloween, não é mesmo?

Jack Torrence parece estar se esforçando para que sua família fique unida e possa superar as crises (emocional e financeira) que enfrentam. Para tanto, decide levar sua esposa Wendy e seu filho Danny, de apenas cinco anos, para passarem o inverno no hotel Overlook, onde trabalhará de zelador. Ex-alcoólatra e ex-professor de literatura após um incidente com um aluno, Jack é um escritor e pretende retomar sua vida. 

Nada será assim tão fácil, é claro — que livro de terror pode começar e terminar tão bem? Quando o chefe de cozinha do hotel descobre a natureza de Danny é que o leitor consegue começar a formular suas hipóteses: a criança possui habilidades psíquicas, podendo ler mentes e ter premonições. O chefe, percebendo esse talento no menino, diz chamar-se, segundo sua avó, de “shining”, “iluminação”.


Sendo instruído a ficar longe do quarto 217 e a não temer as “visões” que pode ter, Danny não sucumbe às forças do hotel. 

O alvo mais próximo é, então, Jack, que começa a ser puxado por toda a maldade contida no local, proveniente das morte e assassinatos cometidos anteriormente — especialmente no caso do antigo zelador que, em um acesso, matou suas duas filhas e sua esposa, logo antes de se suicidar —, do ódio e dos espíritos perturbados que ainda habitam ali. Wendy e seu filho precisam, então, descobrir como escapar de Jack, vendo sua completa transformação por causa da aura do hotel e das influências que tem sobre ele. 



Creio que não seja necessário mencionar a fama que precede Stephen King. Rei do Terror e autor dos clássicos Carrie e O Exrcista, King possui uma escrita pesada quando se trata do valor das palavras que escolhe: tudo tem um motivo, e cada frase é calculada perfeitamente para casar a reação certa. A narrativa possui timing e não perde o ritmo, fazendo o leitor ficar sem fôlego ao segui-la sem parar, tanto por não querer quanto por não poder. É impossível largar King sem retornar

A construção das personagens também é de uma excelência rara. Jack Torrence é o homem mais
humano do mundo, que cedeu aos vícios e tentou superá-los, mas que, por algo que não pode controlar e contra o qual é inútil lutar, perde e se rende ao monstro que cresce à medida que a narrativa evolui. E em contraponto com Jack, há justamente Danny: a criança, tão nova e inocente, é quem possui poderes sobrenaturais além da capacidade de se sobressair a todo o mal que o circunda dentro de Overlook. Essa dualidade entre pai e filho é um contraste muito interessante.

O fato de serem tão poucas as personagens também me agrada. Não é necessário ter uma horda de zumbis, um exército de vampiros ou um bando de adolescentes perdidos na floresta/sendo perseguidos por serial killers. Stephen King trabalha bem com pouco: ele aprofunda ao máximo seus protagonistas, sejam eles o herói, como pode-se pensar no caso de O Exorcista, sejam els o anti-herói, que eu diria ser o caso desse livro em questão. Em suma, ele prova que qualidade é melhor do que quantidade. 

A ambientação também é algo necessário quando se fala de terror, e King não é mestre de graça. Suas descrições são precisas a atiçam o leitor, instigam-no e, é claro, envolvem-no para que ele se sinta na cena e, consequentemente, apavorado. No final das contas, a chave de toda a trama é o próprio hotel, já que é nele que estão os males enfrentados pelas personagens e é dele que provêm todos os conflitos. 

Eu acredito que todo leitor deve conhecer King. Não pelo gênero, por gostar de terror ou suspense, ou por ser famoso, mas pela excelência literária e pelo incrível contador de histórias que o consagrou como o escritor que é hoje.




8 comentários :

  1. Adoro os livros do autor e li esse e adorei também, acho que o sobrenatural acabou pegando Jack por causa do vicio do álcool, sendo um alvo fácil de ser manipulado. Adorei o chefe uma pessoa de bom coração e muito legal e que sorte Danny conhecê-lo. Achei que o livro assustou e fiquei com aquela ansiedade de ler logo para saber como iria terminar, pois o autor gosta de surpreender com os finais.

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  2. Oii! Gte esse filme eh mto bom, já vi milhares de vezes!
    Qro tanto ler o livro tbm, o enredo parece bom dmais, espero conseguir ler em breve!
    Bjs

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  3. Esse foi o primeiro livro que me apavorou, de olhar pra trás na rua por causa de um ventinho, King é o rei em deixar nossas emoções a flor da pele. Acho que o mais impressionante dele nesse livro (e em outras obras) é que o elemento mais assustador, apesar de todo o sobrenatural, é o personagem humano, toda a psicologia que ele descreve na descida do personagem a completa loucura. O livro é fenomenal.

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  4. Oi, Bel!!
    Adorei a resenha mais ainda não li esse livro de Stephen King e também não assisti o filme. Agora fiquei mega curiosa para conhecer e ler o livro!!
    Beijoss

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  5. Acredito que é impossível não se assustar.
    De fato é inegável que King é o mestre do terror e seria estranho se essa obra não agradasse, já que é uma das mais conhecidas dele e uma das que as pessoas mais gosta. Concordo com você, não é o mestre de graça e ele trabalha nos detalhes de forma incrível.
    Quero ler!

    http://www.revelandosentimentos.com.br/

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  6. Sou fã do autor a tempos. Li alguns de seus livros incriveis.

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  7. Eu sempre tive medão total de O Iluminado. Não li o livro e não vi o filme.
    Acredita?
    Shame on me, mas sou medrosa.
    Só que a Carol ficou me falando do livro 2 e me contou a história do 1 e eu fiquei curiosa agora.
    Será que eu enfrento?
    Sei que King é rei, mas eu tenho medo, hahahaha.
    E agora?

    Beijoooos

    www.casosacasoselivros.com

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  8. Livro maravilhoso, um dos melhores do Mestre King!! Danny se mostrou muito forte e maduro para idade, tudo que ele viu enlouqueceria qualquer um... Ainda bem que ele teve ajuda do Dick. Uma história imperdível!!

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