Delícia, delícia - Clube do Cupcake #01

Autora: Donna Kauffman 
Título original: Sugar Rush
Tradução: Ana Death Duarte
Série: Clube do Cupcake 
Editora: Valentina 
Páginas: 296
Onde encontrar: AmazonBr | Loja da Valentina | Saraiva


| Livro cedido em parceria com a Editora Valentina

Sinopse: Ficar na cozinha nunca foi tão gostoso.
Quando a extraordinária confeiteira Leilani Trusdale trocou a agitação de Nova York pela pacata e doce Ilha de Sugarberry, não esperava que seu passado a seguisse. Seu antigo chefe, Baxter Dunne (também conhecido como “Chef Hot Cakes”) o homem que ensinou a ela que o creme compensa, reaparece desejando filmar seu famoso programa de culinária.
O problema é que ele escolheu filmar na Cakes By The Cup, a minúscula e aconchegante confeitaria de Leilani. Com seu olhar de brigadeiro de colher e aquele irresistível sotaque britânico - que faz a moça babar e seu rosto corar como calda de cereja -, ele fez as fofocas de cozinha rolarem soltas. Lani, lá no fundo, só deseja que algumas sejam deliciosamente verdadeiras...
Os amigos estão convencidos de que o ex-chefe é o ingrediente que falta para a definitiva receita de felicidade dela. Porém, Baxter terá que botar a mão na massa se quiser tirar do forno um grande, verdadeiro, quentinho e saboroso amor.
No Clube do Cupcake, cozinhar é apenas um detalhe.
Entre altos papos e doces lambidas, amizades crescem como pão quentinho e a vida vai ficando, hummm, mais saborosa.
Mas quando é preciso decidir entre a vida que você sempre sonhou e o amor da sua vida, só as melhores amigas, as melhores receitas e uma caixa cheia de Red Velvets podem ajudar. É hora de praticar boloterapia!!

Esse livro veio como uma deliciosa surpresa depois de uma onda de ressaca literária. Só de olhar para essa capa já dá uma vontade de viver, não? Eu adoro cupcakes, apesar de só ter cookies perto do meu trabalho, tenho a oportunidade de tê-los por perto em festas, minha prima (noiva do meu primo) encomenda uns cupcakes tão maravilhosamente gostosos que eu fico feliz só de pensar neles. A diagramação do livro, no entanto, deixou um pouco a desejar; não sei se é porque estou ficando velha, mas as letras estavam muito pequenas (com páginas brancas, gente). Esteticamente, é isso que gostaria de comentar.

Donna Kauffman é best-seller do USA Today e já escreveu quatro livros da série Sugar Rush. A Editora Valentina trouxe pra gente o primeiro livro, focado na história de Leilani e Bexter, dois pâtisseires que mostrarão talento dentro e fora da cozinha! Os outros três livros focam em casais diferentes, mas o espaço permanece o mesmo: a linda e pacata ilha de Sugarberry.





Com uma narração em terceira pessoa, somos apresentadas à Leilani Trusdale, uma pâtisseire talentosa e renomada que construiu sua carreira na Gateau, a cozinha mais famosa e influente do mundo gastronômico das sobremesas. O dono, o chef e a tentação de Leilani são todos o mesmo homem: Bexter Dunne. Durante anos, Leilani foi a aprendiz centrada e competente até que o Chef resolveu começar um programa de TV e deixou a cozinha nas mãos e nas costas de Leilani. Esse foi o maior desafio de sua carreira e ela se mostrou mais do que capaz de lidar com a confusão de uma das cozinhas mais prestigiadas de Nova York. Ela trabalhou num ritmo alucinado por um ano. E pediu para sair quando seu pai começou a mostrar sinais de ataques do coração.
O Sr. Trusdale mora na Georgia, em uma ilha chamada Sugarbarry e é para lá que Leilani se muda e abre seu próprio negócio, a doceria Cakes By The Cup. Será que seu pai foi a única razão para fazer com que ela mudasse completamente a sua vida? Vamos descobrir! 


A primeira coisa que você precisa saber é que Sugarbarry é uma ilha, é tudo muito pequeno, muito interior. Todo mundo conhece todo mundo e a família de Lani possui fortes raízes por lá. Tudo é muito calmo, repleto de natureza e espaço para criatividade. Essa ilha com certeza é bem diferente daquela que Lani deixou para trás. Você pensaria que foi por conta do pai que ela desistiu da cozinha do Gateau e investiu em seu próprio lugar, cozinhando nada mais que cupcakes divinos.

Logo no primeiro capítulo entendemos porque ela escolher aquele caminho: Baxter Dunne. Na cozinha dele, Lani não era respeitada. Ela se comportava de maneira exemplar, porém era muito difícil conviver com pessoas que gostariam de lhe ver cometer qualquer pequeno deslize só pela chance de roubar seu lugar. Por serem completamente idiotas, a equipe de cozinha da Gateau fofocava ardosamente que ela só tinha conseguido sucesso na carreira porque era amante do Chef. Isso a deixava imensamente infeliz e incomodada. Como era possível que o Chef não via o que estava acontecendo? Como ele permitia que continuasse a acontecer? Ela, então, resolve mudar de vida e deixar toda aquela carga para trás. Agora, na pacata Sugarbarry, ela construirá seu próprio espaço e poderá ter liberdade para fazer aquilo que ama: doces que deixam pessoas felizes.



Essa paz de espírito e caminhada para o futuro é, no entanto, completamente atrapalhada pela notícia do jornal: Baxter Dunne e seu programa de TV gravarão a próxima temporada em Sugarberry. A lógica disso não faz sentido para Lani. Mal ela acaba de discutir o assunto com sua melhor amiga, Charllote, e Baxter em carne e osso aparece em sua cozinha. Ele aparece dizendo que a única razão para trazer toda a equipe de gravação e ele mesmo para sua vida.

"- Só porque não é uma escolha que você possa imaginar para si, não quer dizer que não seja a certa para mim.
- Isso eu entendo. Só... Só quero entender você. Quem você é. Eu achei... Acho que pensei que soubesse. E agora....
- Com você, eu era uma chef. Começo, meio e fim. Essa foi quem você conheceu, Bexter. Leilani Trusdale, pâtissière. Mas não conheço todo o restante o que me faz ser eu mesma. Sou mais do que uma profissional. Sou uma mulher cheia de interesses, de humores, de metas e de sonhos novinhos em folha, que estou colocando em prática. E, quer saber de uma coisa? De verdade, eu não acho que você se sentiria atraído por essa mulher. Se não consegue nem mesmo entender o que estou fazendo aqui, ou que estou tentando fazer, que dirá os motivos pra eu querer fazer isso, posso te garantir que não sou a mulher que você acha que sou. Ou que quer que eu seja. E nem nunca serei." Leilani e Baxter, p. 97
Leilani e Baxter não tem o melhor enredo, mas são o melhor casal que eu já encontrei. O desenvolvimento da história dos dois é algo que eu pude enxergar nitidamente. Leilani tem motivos de sobra para não querer se envolver com Baxter e confronta a atitude do homem - de trazer toda aquela parafernália para a ilha de Lani - com vontade e convicção. (Até que ela para, mas não quero falar sobre isso. Foi uma das inconsistências da história que eu não engoli muito: Lani estava tão certa de que não o queria lá que eu realmente achei que ele iria embora e a história seguiria para outro rumo, mas aí ela pega e fala: não tudo bem. agora que você vai embora, eu deixo você ficar". Moça, por favor, me ajuda aqui).

Um dos pontos mais incríveis para meu respeito pelo desenvolvimento como casal é o fato de Baxter estar interessado por uma versão de Lani que ele conhece: a pessoa com quem ele convivia no Gasteau. Livre de responsabilidades e criando seus cupcakes com amor, Lani está diferente. Na verdade, finalmente pode ser ela mesma. E esse é um dos maiores obstáculos para que Lani acredite que o sentimento de Baxter possa ser real. Mas não é assim que começamos todos os nossos relacionamentos? Você se interessa por uma faceta de uma pessoa e depois tenta conhecê-la melhor. O problema é que Baxter pode achar que já conhece Lani por inteiro.

"- Sou má. Pode colocar isso na lista de coisas que, se soubesse antes, teriam te feito economizar bastante tempo." Leilani, p. 136
Depois que Lani aceita que o programa realmente acontecerá, os dois passam mais tempo juntos, conversando, se descobrindo e tentando lidar com a palpável atração que existe entre eles. "Ele sabia exatamente o que queria. Leilani Trusdale por inteiro... As partes que conhecia e as partes que ainda seriam descobertas. Não precisava saber mais nada sobre ela para ter certeza do que desejava." Bexter, p. 168 Mas isso será suficiente para Lani? Ela poderá confiar seus sentimentos a esse homem intenso? O único caminho que garantirá algo é a honestidade. E as conversas francas deles foram partes incríveis do livro.

Apesar de não gostar muito do estilo de escrita e da narração em terceira pessoa, gostei muito dos diálogos e dos personagens que Kauffman criou. Suas atitudes e palavras são coerentes (depois da mudança de opinião da Lani; mas acredito que possa dizer que ela aceitou seus sentimentos). Depois de aproveitarem noites maravilhosas juntos, o desafio final será encontrar um meio para dicarem juntos: Lani encontrou seu lar em Sugarberry e Baxter tem uma temporada para filmar em diversas cidades dos Estados Unidos.

Como eles sairão dessa? Garanto que vale a pena ler! Eu gostei bastante e espero que vocês também possam aproveitar essas delícias! 
"- Se nos deixarmos levar ou não, me afastar de você será a coisa mais difícil que eu vou precisar fazer na vida." Bexter, p. 225











Sessão das Quotes

"- Eu trago café dos deuses, e você ri das minhas fobias supernormais de criança de apartamento? 
- Supernormais de que forma? Um gato te assustou enquanto você caminhava no Central Park ou coisa assim? Pra falar a verdade, não consigo nem te imaginar caminhando no Central Park, que dirá em qualquer lugar mais exótico. 
- Já ouvi um monte de histórias de tragédias no meio do mato, e gosto de aprender com os erros alheios." Baxter e Lani, p. 146

"- Mas você teria que viver com um menino. O tempo todo. 
- é. Com coisas de menino espalhadas por toda parte. 
- é meninos fedem. 
- mas ia poder fazer sexo com o menino. 
- isso é verdade. 
- tenho certeza de que sexo com o menino seria ótimo. 
- quase faz valer a pena a parte do fedor. 
- não é?" Charlote e Lani, p. 174-175

9 comentários :

  1. Não se faz isso com uma grávida. Fiquei com desejo de comer a capa toda kkkkk
    Gostei bastante desse livro pelo fato que é narrado em terceira pessoa, pois os livros que li com esse tipo de narrativa eram maravilhosos. E estou precisando ler um livro como esse, com uma temática leve e fofa.

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  2. Amei a capa é resenha!! Parece aqueles livros que você compra pela capa não pela história!! Mais mesmo assim deu aquela vontade de sentar ler de preferência comendo um lindo e gostoso cupcake. Beijoss

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  3. Que delícia de livro Isabela!
    Gostei mtooo da sinopse e da resenha, pelos quotes é perfeito! Talvez eu tenha me enganado com a capa, qdo vi deixei á desejar achando que seria apenas mais um livro, mas sua resenha em surpreendeu!
    Já qro ler pra ontem!
    Bjs!

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  4. A capa é uma graça. Na vida real também é assim algumas pessoas sobem de cargo por serem capazes e os outros com inveja ficam inventando coisas, a historia parece ser muito boa e nos incentiva a tomar decisões em nossas vidas.

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  5. Que capa mais fofa!! Já dá pra esperar uma leitura rápida, mas muito prazerosa... Também não gosto muito da narração em terceira pessoa, mas parece que a autora consegue compensar isso com personagens muito bem construídos e cenas bem divertidas. Já foi pra listinha, rsrs.
    Abraço!

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  6. Que história deliciosa! haha ♥ Amei a capa pois amo confeitaria e fazer belos doces como esse. Já fiz muitos cupcakes pois é simplesmente lindo de fazer e uma gostosura! =D
    A trama achei bem legal e gostei muito da personagem, é um livro que com certeza estará na minha lista de livros pra ler ♥ Adorei a narração e o cenário do livro onde se desenrola o a história.

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  7. Oi, Iza! Tudo bem?

    Adorei esse livro!
    Achei cute-cute e um tanto HOT!
    Super curti! :)

    Beijos,
    Irmãos Livreiros

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  8. Oi, Iza. Tudo bem?
    Esse parece ser um livro bem leve e de curar-ressaca mesmo só não sei se gosto muito da ideia do enredo.
    Até acho curioso histórias que trazem a questão de chefe e funcionário, sempre dou uma chance mas a ambientação na cozinha não me instiga.
    Com relação à inconsistência que citou: nossa, me irrita muito, sempre. Quando a personagem faz doce demais e do nada resolve que aceitou as desculpas já é chato imagino como não foi ela aceitando ele quando ele resolve ir embora :@
    Queria saber mais sobre esse quote em que ela diz que é má. Como assim? Não senti maldade em nenhum aspecto que citou sobre ela...

    Aaah, os quotes finais também são engraçadinhos, deve ter sido uma leitura divertida, HAHAHAHAHA.

    Um beijo!
    Crônica sem Eira

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  9. apesar de ter adorado a resenha, não me interessei muito pelo livro, por isso não sei ainda se vou ler apesar de ser bem interessante.

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