Contos da Academia dos Caçadores de Sombras

Autores: Cassandra Clare, Sarah Rees Brennan, Maureen Johnson e Robin Wasserman
Título original: Tales From the Shadowhunter Academy
Tradução: Rita Sussekind e Ana Resende
Editora: Galera Record
Páginas: 504
Onde encontrar: AmazonBr | Americanas | Cultura | Saraiva | Submarino | Travessa

| Livro cedido em parceria com o Grupo Editorial Record |


Sinopse: Numa história contada em 10 contos que revisitam o passado dos Caçadores e aponta para uma nova direção, Cassandra Clare, Sarah Rees Brennan, Maureen Johnson e Robin Wasserman presenteiam os fãs da série com uma jornada de tirar o fôlego, cheia dos personagens que todos já amam.
Simon não se lembra do seu passado, das aventuras que viveu ao lado dos amigos... Nem sequer sabe quem é, de fato. Então, quando a Academia de Caçadores de Sombras reabre, o rapaz mergulha nesse novo mundo, determinado a se reencontrar. Mesmo sem ter certeza de que quer voltar a ser aquele velho Simon de antes.
Mas o local é muito hostil e Simon acaba enxergando muitos problemas em sua nova escola. Como o fato de os alunos mundanos serem obrigados a viver no porão, ou sofrerem com as piadas e os preconceitos dos Nephilim.
Numa jornada para se redescobrir, para voltar a se reconhecer entre os antigos amigos, como Clary Fairchild e sua amada Isabelle Lightwood (mesmo que ele não se lembre desse amor), Simon vai descobrir que pode ser mais do que antes. Que seu destino como Caçador de Sombras vai muito além de sua missão de voltar a ser quem era.

Depois da Bienal do Livro em São Paulo em 2014, eu confesso que passei a ter um certo trauma com Cassandra Clare. Para quem não soube, ela veio especialmente para o evento e aquele sábado se tornou um grande Jogos Vorazes da vida real. Pessoas foram pisoteadas, machucadas, resgatadas pelos bombeiros e nem todo mundo que chegou de madrugada para pegar a senha para o autógrafo dela conseguiram (como eu, por exemplo). Acredito que após a Bienal eu fiquei praticamente um ano sem ler mais nada dela além do que já havia lido - a trilogia As Peças Infernais e a saga Os Instrumentos Mortais

Cassandra Clare
Mas, como o tempo é o melhor remédio para tudo, logo me vi com vontade de ler os Contos da Academia dos Caçadores de Sombras. Até porque quem nessa vida não gosta de Simon Lewis?! 
O livro reúne 10 contos diferentes, tendo o nerd mais fofo da literatura como protagonista em todos, e antes da compilação das histórias - assim como em As Crônicas de Bane -, cada conto foi lançado separadamente durante os anos 2015 e 2016. Os textos têm início alguns meses após o fim de Cidade do Fogo Celestial, sexto e último livro da série Os Instrumentos Mortais. E também são um tipo de prólogo para Dama da Meia-Noite, a nova saga de Cassandra Clare, denominada Os Artifícios das Trevas.

Só que a Galera Record lançou no Brasil primeiro o título Dama da Meia-Noite (em 2016) e, os Contos da Academia dos Caçadores de Sombras, chegaram às livrarias apenas no começo de 2017.
Como ODEIO spoilers, acabei pegando os ebooks originais em inglês para ler antes de começar a nova série. E, obviamente, fiz questão de relê-los assim que chegou minha edição em português. Não sei se foi pelo fato de que estava de TPM enquanto relia as aventuras de Simon, mas já devo deixá-los avisados que chorei ainda mais na segunda leitura do que na primeira. 

Caso você não tenha lido ainda o final da série Os Instrumentos Mortais, eu não recomendo que continue lendo essa resenha e muito menos que pegue o livro para ler antes de finalizar a saga. Isso porque você será bombardeado por spoilers de todos os lugares.
Aproveito também para falar que se você já leu As Peças Infernais e Os Instrumentos Mortais, vai morrer de amor e de saudades com esse livro. 

Sobre a edição brasileira dos contos, só posso parabenizar a editora porque o trabalho está simplesmente incrível. O livro tem a capa holográfica - que combina com os outros títulos da autora - e antes de começar cada conto se tem um quote para antecipar o que virá e também uma ilustração em formato de quadrinhos por Cassandra Jean de algum momento importante da história contada. Está um arraso total.  

<3 <3 <3

Agora vou deixar abaixo um mini resumo SEM SPOILERS de cada conto do livro para vocês já ficarem com o coração na mão e morrendo de vontade para ler também. ;)  


Bem-vindo à Academia dos Caçadores de Sombras


Simon Lewis by Cassandra Jean
Simon Lewis não tem a memória completa de sua vida e de pessoas que antes foram tão importantes para ele, como Clary Fairchild e Isabelle Lightwood. E é por não saber como lidar com essas pessoas que ele decide ir para a Academia dos Caçadores de Sombras. Talvez ao completar o treinamento e readquirir suas memórias, ele possa se tornar o que seus amigos esperam que ele seja. Pelo menos é isso que ele imagina.
Ao chegar na Academia, Simon irá conhecer filhos de Caçadores de Sombras e mundanos que desejam se tornar guerreiros da noite. E ele também irá enfrentar os Caçadores de Sombras e suas tradições sobre a forma como tratam os mundanos e os seres do Submundo.
É no primeiro conto também que conhecemos George Lovelace, um escocês que se torna colega de quarto de Simon e também seu primeiro amigo real nesse lugar tão hostil.

"-Todo mundo nesta Academia, Caçadores de Sombras e mundanos, pessoas com a Visão e pessoas sem, todos querem ser heróis. Todos torcemos por isso, e buscamos isso, e em breve sangraremos por isso. Você é igual a todos nós, Si. Exceto por uma diferença: todos queremos ser heróis, mas você sabe que pode ser um. Você sabe que em outra vida, num universo alternativo, como queira chamar, você foi um herói. Pode ser outra vez. Talvez não o mesmo herói, mas está na sua natureza, fazer escolhas certas e grandes sacrifícios. É muita pressão. Mas pode ter muito mais esperança do que qualquer um de nós. Pense dessa forma, Simon Lewis; eu te acho bem sortudo."
George Lovelace, p. 54


O Herondale Perdido


Depois de ter amizade fortalecida com George Lovelace, Simon recomeça a criar um tipo de amizade com as Caçadoras de Sombras Beatriz Mendoza e Julie Beauvale. Mas, pelo menos por enquanto, Jon Cartwright continua sendo um arrogante babaca com Simon e outros mundanos. Assim, o relacionamento deles é construído por meio de insultos de ambos os lados.
A história irá mostrar a primeira excursão dos jovens aprendizes a guerreiros para acabar com um vampiro que havia descumprido os Acordos. Temos também uma aparição de ninguém menos que Isabelle Lightwood.
Nesse conto ainda, a feiticeira de pele azul Catarina Loss irá se abrir com Simon e lhe contar a real história de Tobias Herondale, um Caçador de Sombras que foi taxado de covarde e marcado na história como uma vergonha para a raça. A versão de Catarina sobre os acontecimentos leva a mais uma reflexão sobre as ridículas leis dos Caçadores de Sombras e também sobre a forma como eles lidam com os seres do Submundo.


"Como todos os Herondale, sua capacidade desmedida, infinita de amar, era sua grande dádiva e sua grande maldição."
Catarina Loss, p. 93


O Demônio de Whitechapel


Tessa, Will e James Herondale
Simon está finalmente se acostumando com as condições precárias da Academia e seu laço com George está cada vez mais firme. Mas ele carrega muito arrependimento pela forma como falou com Isabelle na última vez que se encontraram. E, para ajudar sua situação, ele terá um professor de saltos mais que especial: Jace Lightwood Herondale.
Como a Academia não pára de receber visitas, Tessa Gray também estará lá para contar uma história real, da época em que era casada com um Caçador de Sombras em Londres e como eles derrotaram o demônio de Whitechapel.

"Londres, Outubro de 1888.
-Não é apropriado - disse Tessa a seu marido, Will.
-Ele gosta.
-Crianças gostam de tudo, Will. Gostam de doces, de fogo e de tentar enfiar a cabeça na chaminé. Só porque ele gosta da adaga...
-Olha como a segura com firmeza.
O pequeno James Herondale, dois anos de idade, estava de fato segurando muito bem a adaga. Espetou o sofá, soltando uma explosão de penas.
-Patos - disse ele, apontando para as penas.
Tessa se apressou para tirar a adaga da mãozinha e a substituiu por uma colher de madeira. James recentemente havia ficado muito apegado àquela colher de madeira, e a levava para todo canto, recusando-se até mesmo a dormir sem ela.
-Colher - disse James, cambaleando pela sala.
-Onde ele encontrou a adaga? - quis saber Tessa.
-É possível que eu tenha ido com ele até a sala das armas - falou Will.
-É?
-Sim, sim. É possível.
-E é possível que ele de algum jeito tenha conseguido pegar uma adaga do suporte na parede, longe do alcance dele? - perguntou Tessa.
-Vivemos num mundo de possibilidades - disse Will.
Tessa fixou os olhos cinzentos no marido.
-Fiquei vigiando o tempo todo - defendeu-se Will rapidamente."
Tessa e Will Herondale, p. 119   


Nada Além de Sombras


James Herondale
Dessa vez, Catarina Loss terá novamente um papel muito importante ao revelar a Simon mais uma história esquecida dos Caçadores de Sombras. A feiticeira irá dar o total apoio ao garoto para ser tão duro quanto necessário com todos os “idiotinhas” Caçadores de Sombras. E, como exemplo, irá contar a história do jovem James Herondale e como ele - assim como Simon - enfrentou as tradições que menosprezavam os mundanos na Academia. Mas, por ser diferente, ele foi afastado dos jovens “puros”. A sorte de James é que ele nunca esteve sozinho e sempre pode contar com aqueles que o amavam.
E é por conta da história de James que Simon reencontra uma ligação especial com sua amiga de infância, Clary. 

"James não suportava pensar em como a mãe se sentiria se achasse que o tinha machucado de alguma forma. Se ele pudesse enfrentar a Academia, se pudesse fazê-la crer que não faria diferença para ele, isto a pouparia da dor.
Ele queria ir para casa. Não queria encarar ninguém na Academia. Era um covarde. Mas não era covarde o bastante para fugir do próprio sofrimento e permitir que a mãe sofresse por ele.
Você não é nada covarde, disse o tio Jem. Lembro de uma época, quando eu ainda era James Carstairs, quando sua mãe descobriu que não poderia ter filhos - pelo menos assim ela achava até então. Ela sofreu tanto com isso. Considerou-se tão diferente de tudo que se julgava ser. Eu disse a ela que o homem certo não se importaria com isso, e claro que seu pai, o melhor dos homens, o único para ela, não se importou. Eu não disse a ela... eu era um menino e não sabia dizer a ela o quanto a sua coragem para tolerar a incerteza a respeito de si me tocou. Ela duvidava de si, mas eu jamais duvidei dela. E eu jamais duvidaria de você agora. Vejo em você a mesma coragem que vi nela antigamente.
James chorou, esfregando o rosto nas vestes do tio Jem, como se fosse menor do que Lucie. Ele sabia que sua mãe era corajosa, mas certamente a sensação que experimentava agora não era coragem; ele imaginaria que fosse uma coisa legal, e não uma sensação capaz de arrasá-lo.
Se você enxergasse a humanidade como eu eu enxergo, disse tio Jem, um sussurro em sua mente, uma corda salva-vidas. Há muito pouco brilho e calor no mundo para mim. Sou muito distante de todos vocês. Só existem quatro pontos de calor e brilho no mundo inteiro, que ardem o bastante para que eu sinta algo como a pessoa que fui. Sua mãe, seu pai, Lucie e você. Seu amor, seu tremor e calor. Não deixe que ninguém lhe diga quem você é. Você é a chama que não pode se apagar. É a estrela que não pode se perder. Você é quem sempre foi, e isto é suficiente, e mais do que suficiente. Qualquer um que olhar para você e enxergar escuridão é cego."
James Herondale e Jem Carstairs, p. 179 


O Mal que Amamos


A Academia recebe dessa vez as ilustres visitas do Inquisidor, Robert Lightwood, e sua famosa filha, Isabelle Lightwood. Robert vai contar aos alunos a verdadeira história por trás do tenebroso Círculo, criado pelo Caçador de Sombras Valentim Morgenstern. Enquanto tenta prestar atenção ao monólogo chato do inquisidor, Simon tenta se reaproximar de Isabelle, mas ela não está agindo como ele gostaria que ela agisse. 
É nesse conto também que descobrimos o que realmente aconteceu entre Robert Lightwood e seu parabatai, Michael Wayland.

"Não eram exatamente lembranças. Simon não conseguia citar um único filme ao qual assistiram juntos; e não fazia ideia de quais eram os alimentos ou piadas internas favoritos de Isabelle, também não sabia qual era a sensação de beijá-la ou de entrelaçar os dedos aos dela. O que ele sentia quando olhava para ela era mais profundo do que isso, algo numa região mais profunda de sua mente. Ele sentia como se a conhecesse, por dentro e por fora. Sentia como se possuísse a visão do Super-Homem e pudesse radiografar sua alma. Ele sentia tristeza, perda, alegria e confusão; além de um impulso primitivo de abater um javali e colocá-lo aos pés dela; sentia a necessidade de fazer algo extraordinário e, na presença dela, acreditava que podia.
Sentia algo inédito - mas tinha a sensação profunda de que reconhecia o sentimento ainda assim.
Tinha quase certeza de que estava apaixonado."
Simon, p. 226


Os Reis Pálidos e a Princesa


Considero esse conto como um pequeno prelúdio do que aguarda os leitores na saga Os Artifícios das Trevas. Depois de um pequeno descanso das férias de verão, Simon e seus amigos voltam para a Academia a fim de continuar as aulas para se tornarem enfim Caçadores de Sombras. 
Como já é comum, uma nova visitante aparece para dar uma palestra. Seu nome é Helen Blackthorn e ela veio contar sobre como seu pai e seu tio, ambos Caçadores de Sombras, foram enganados pelas fadas na Corte Seelie. Uma história triste que tem uma segunda versão que não é conhecida por ninguém, nem mesmo Helen Blackthorn.
O tratamento que os Caçadores de Sombras dão à Helen pelo fato dela ser metade fada é algo horroroso e deixa Simon muito nervoso. O preconceito generalizados a todas as fadas (e meio-fadas) acaba refletindo em discussões com seus novos amigos, mas também força Simon a conhecer mais sobre cada um dos Caçadores de Sombras na Academia e um pouco sobre o que eles perderam na última guerra. 
Bônus do conto: Simon e Isabelle vão a um encontro! <3

"A história que ela deixou para trás, a história que seu amante nunca saberá; esta é a história que sua filha jamais conhecerá.
É assim que uma fada ama: com todo o seu corpo e sua alma. É assim que uma fada ama: com destruição.
(...)
É assim que uma fada ama: com um dom."
p. 312


Língua Afiada


Mark Blackthorn
Esse é mais um dos contos que partem nosso coração. Assim como o anterior, Os Reis Pálidos e a Princesa, a história traz um pouquinho mais do que podemos esperar em Os Artifícios das Trevas.
Desta vez Simon está empolgado porque vai acompanhar Isabelle Lightwood no casamento de Helen Blackthorn e Aline Penhallow. E a Clave permitiu que o casamento ocorresse em Idris, onde todas as crianças Blackthorn, que atualmente vivem no Instituto de Los Angeles, poderão estar presentes.
Mas antes de festejar a união das duas Caçadoras de Sombras, Simon tem que participar de uma missão na qual seu amigo George será o líder. O único problema é que ao tentar ajudar George, Simon se vê preso pelas tão temidas fadas. E, em meio a essa grande confusão, ele acaba encontrando ninguém menos que Mark Blackthorn, o Caçador de Sombras que foi renegado e esquecido pela Clave para viver entre as fadas.

"-Corram! - gritou ele. - Voltem para casa em segurança! Digam à Clave que salvei mais vidas Nephilim, que serei um Caçador de Sombras e condenado por eles, que serei uma fada e os amaldiçoarei! E digam à minha família que os amo, os amo, e jamais me esquecerei. Um dia voltarei para casa."
Mark Blackthorn, p. 344

"Isabelle e Clary olharam para ele, caminhando tão próximas que a cabeleira negra de Isabelle se misturava aos cachos flamejantes de Clary. Simon sorriu, ciente da sorte que tinha, em comparação a Mark Blackthorn, que estava preso, longe de quem mais amava, e em comparação a bilhões de outras pessoas que não sabiam qual era a coisa que mais amavam.
-Você vem, Simon? - perguntou Isabelle.
-Vou - respondeu ele. - Estou indo.
Ele tinha sorte por conhecê-las, e sorte por saber o que significavam para ele, e o que ele significava para elas: amado, lembrado e jamais esquecido."
Simon, p. 352


O Teste de Fogo 


O ano está próximo do fim e as pessoas começam a falar sobre parabatais e algumas duplas aparecem para prestar o juramento. Em meio a tudo isso, Simon e Clary são convidados por Julian Blackthorn e Emma Carstairs para serem testemunhas da  cerimônia parabatai deles.
Mas, sem que Simon e Clary saibam, Magnus Bane e Jem Carstairs irão lhes aplicar um teste extremamente importante.

"Rogo não deixá-lo, 
ou voltar após segui-lo; 
Pois, para onde fores, irei. 
E onde estiver, estarei; 
Os teus serão os meus, 
e teu Deus, o meu Deus, 
Onde morreres, eu morrerei, e lá serei enterrado. 
O anjo o fez para mim, mas também, 
nada senão a morte partirá a mim e a ti."
Juramento Parabatai


Nascido para a Noite Sem Fim


Esse conto traz de volta um dos casais mais amados da saga: Magnus Bane e Alec Lightwood. Por conta da falta de professores, o feiticeiro aceitou o convite de sua amiga - também feiticeira - Catarina Loss para dar algumas aulas à próxima geração de Caçadores de Sombras. Mas, para surpresa de todos, um bebê feiticeiro de pele azul é deixado na porta da Academia.
É assim que Magnus e Alec se tornam responsáveis pela nova vida e também é por conta do bebê que a família Lightwood aparece em peso na sua porta - incluindo Jace e Clary, obviamente - criando muita confusão. 

"Alec estava aqui. Tal como Magnus se recordava, até uma dimensão infernal melhorava muito com a presença de Alec. A Academia dos Caçadores de Sombras ia ser moleza."
Magnus Bane, p. 406


Anjos que Caem Duas Vezes


O segundo ano na Academia dos Caçadores de Sombras finalmente chegou ao fim. E junto chega o momento no qual os mundanos devem beber no Cálice para ascenderem e se tornarem verdadeiros Caçadores de Sombras ou morrer no processo.
Simon, assim como os outros mundanos que se tornaram seus amigos, estão nervosos, mas animados. Finalmente a vida dos guerreiros vai começar. Cada um deve partir para um local diferente e não se verão mais frequentemente, mas todos estarão ligados pelas experiências que vivenciaram juntos. É o fim e o início da história de todos esses personagens maravilhosos. 
Não esqueça de deixar um lencinho preparado, ok? Acho que será muito necessário.

"-Você tem razão, George. Eu tenho melhores amigos em número mais do que suficiente.
O queixo de George caiu, tão lentamente que apenas alguém que o conhecia tão bem quanto Simon teria percebido.
-Mas tem uma coisa que eu nunca tive - emendou. - Pelo menos, até agora.
-O que é?
-Um irmão.
A palavra parecia certa. Não era alguém que você escolhia - alguém que o destino lhe dava, alguém que, em outras circunstâncias, você talvez nunca fosse olhar duas vezes, nem ele a você. Alguém por quem você morreria e mataria sem vacilar só porque a pessoa era da família. A julgar pelo sorriso radiante de George, a palavra pareceu certa para ele também.
-Agora a gente vai ter que se abraçar ou algo assim? - quis saber George.
-Acho que pode ser inevitável."
Simon e George, p. 491


Contos da Academia dos Caçadores de Sombras me fez lembrar o porquê de eu gostar tanto das histórias de Cassandra Clare. Para criar todos os textos, Cassandra ainda teve a ajuda das incríveis escritoras de Young Adult, Sarah Rees Brennan, Maureen Johnson (O Nome da Estrela e No Limite da Loucura) e Robin Wasserman

O livro é uma junção de histórias maravilhosas que nos fazem sentir saudades de nossos personagens favoritos - protagonistas de antigas sagas da autora - e ao mesmo tempo nos fazem nos apaixonar também por esses novos personagens que terão papéis extremamente importantes nos próximos títulos de Cassandra.

Acredito que, no fim, o que realmente importa em um livro é como ele consegue tocar seu leitor. E eu termino aqui dizendo para vocês que eu amei, chorei e favoritei. 

"Simon se pôs de pé, ladeado por Clary e Isabelle. As duas lhe deram as mãos e ficaram em silêncio, paradas e unidas ali. Agora que Simon recobrara o passado, ele conseguia se lembrar de todas as vezes em que quase perdera uma delas - tal como conseguia se recordar, vividamente, de todas as pessoas que tinha perdido. Para batalhas, para assassinatos, para doenças. Ser um Caçador de Sombras, ele sabia, significava ser íntimo da morte.
Mas e daí, ser humano era assim também.
Um dia ele perderia Clary e Isabelle, ou elas o perderiam. Nada poderia impedir isso. Então qual era o sentido?, perguntara ele a Catarina, mas sabia muito bem. O sentido não era você tentar viver para sempre, o sentido era que você viveu, e fez tudo ao alcance para viver bem. O sentido eram as escolhas que você fazia e as pessoas que amava."
Simon, p. 501-502 





5 comentários :

  1. Olá Carolina!!
    Arrasou no post, amei, amei!!
    Qro mto ler os livros da Cassandra, não vejo a hora...
    Anotei as dicas e mais ansiosa ainda esperando mais novidades...
    Bjs

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  2. Oi,só assisti a série é gostei bastante. Já sei que é bem difrente dos livros, mas pretendo começar.
    Não gosto muito do Simon da série, espero que seja diferente nos livros.

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  3. Olá !
    Li a série inteira e sempre gostei do Simon (mais ou menos )
    E adorei saber sobre os contos !!

    Já está na lista de desejados !

    Bjo

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  4. Carooooooool
    Eu não sabia dessa história sua da Bienal.
    Que tenso!
    Eu amo a Cassandra e mesmo você pedindo para eu ler As Peças Infernais antes de acabar Os Instrumentos Mortais, não pude esperar, haha.
    Mas agora eu quero ler a série e também A Dama da Meia Noite.
    Estou muito curiosa, porque, como você disse: quem não ama o Simon?
    <3

    Beijooos

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    www.livrosdateca.com

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  5. Adorei saber que os contos são narrados pelo Simon melhor personagem na minha opinião adoro ele ah e o Magnus também Deve ser muito bom relembrar esses personagens que nos conquistam, fiquei querendo saber como termina os contos.

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